26/5/2020 –

Incentivar a curiosidade é, portanto, incentivar o aprendizado.

Quantas vezes é possível observar crianças apelando aos adultos para satisfazer a curiosidade e o desejo de desvendar, descobrir e saber alguma coisa a mais a respeito dos códigos do mundo que estão descobrindo. Também é comum que uma criança desmonte um brinquedo para saber como funciona. Essas situações ilustram que aprendizado e desenvolvimento se dão pela curiosidade.

A curiosidade é a expressão do desejo de conhecimento. Incentivar a curiosidade é, portanto, incentivar o aprendizado. A escolas e professores cabe exercer o papel de instigadores da curiosidade e, como consequência, do aprendizado, que dessa maneira se dá mais efetivamente, porque vem no bojo da satisfação e da alegria. Sem curiosidade, é difícil despertar o interesse do aluno em aprender o que está sendo apresentado a ele.

Para usar a curiosidade a favor dos estudos é preciso dar liberdade para o aluno apresentar suas interrogações e curiosidades, pavimentando o caminho das novas descobertas. Em primeiro lugar, é preciso incentivar a autoconfiança do jovem para fazer perguntas. O professor e a escola devem criar o clima propício para isso, em que há respeito pelas opiniões alheias, sem deboches, e no qual ninguém precisa temer o erro.

Ao mesmo tempo, as aulas não podem simplesmente dar conhecimento pronto – é preciso deixar espaço para as interrogações e assim estimular o senso investigativo. Na área de ciências, por exemplo, pesquisas e experimentos podem acender a chama da vontade de conhecer mais. No ensino de exatas, relacionar número e proporções ao dia a dia ou à música pode incentivar a curiosidade e o aprendizado.

“Havendo espaço para a curiosidade, a busca pelo conhecimento pode ultrapassar as salas de aulas e fazer parte do cotidiano; a busca por saciá-la pode ser feita por meio da leitura, de filmes, na arte em geral. Referência mundial, o educador Paulo Freire ressaltava a importância do exercício da curiosidade, que convoca imaginação, emoções e capacidade de conjecturar” explica Nuricel Aguilera, fundadora do Instituto Alpha Lumen (IAL).