“Nossa expectativa após a interrupção do ciclo de queda por parte do BCB era a possibilidade de novas cortes no segundo semestre serem majoritárias (duas quedas de 0,25p.p.). Entretanto, uma urgência desencadeada pelo surto de coronavírus resultou em uma reação agressiva de outros Bancos Centrais nos levaram a mudar nossa expectativa.

Atualmente, esperamos que o BCB corte taxa SELIC em 0,50p.p. na reunião desta semana, mas acreditamos que os cortes são mais agressivos. Não descartável que haja uma reunião extraordinária entre esta e uma próxima reunião do COPOM, caso o corte praticado se mostre insuficiente no meio do caminho ou em uma situação que agrave ainda mais. Nesse sentido, vislumbramos a taxa SELIC que pode ser maior que 0,50p.p. estimativas para esta semana e certamente chegar a 0,75p.p. ou até 1p.p. nas próximas reuniões (regulares ou extraordinárias).

Sobre o impacto ainda é difícil mensurar imediatamente até porque o choque ainda está em andamento, mas certamente o ambiente de juros baixos é mais favorável para a atividade econômica. Agora não é de esperar que os problemas econômicos relacionados ao coronavírus sejam solucionados com medidas pontuais, mas sim com a coordenação de diversas políticas, medidas e instituições”, analise Rafael Cardoso, economista chefe do banco Daycoval.