A recente explosão ocorrida no porto de Beirute, no Líbano, tem levantando preocupações com relação a estocagem de fertilizantes. A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (FAESP) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar-SP) explicam que esse tipo de acidente é improvável nas propriedades rurais.

“O composto que pode ter causado a explosão é o nitrato de amônia, matéria-prima utilizada na produção de alguns fertilizantes. Esse produto não é estocado pelos produtores rurais”, explica Tirso Meirelles, vice-presidente da FAESP. “Os fertilizantes que os produtores rurais utilizam em suas propriedades são industrializados, produzidos com tratamentos especiais, que inviabilizam acidentes” completa.

Contudo, apesar de não oferecem risco para os produtores rurais, os fertilizantes precisam ser armazenados de forma correta. Por conta disso, a FAESP/Senar-SP tem atuado em parceria com outras entidades, como a Associação Brasileira de Produtos Controlados (ABPC), que junto com o Exército Brasileiro, atua para garantir o correto armazenamento e acondicionamento dos fertilizantes, e a Associação Nacional de Defesa Vegetal (Andef), que desempenha relevante papel no setor, orientando sobre os melhores procedimentos no manuseio desses produtos.

Além disso, o Sistema FAESP/Senar-SP atua intensamente para oferecer capacitação para os produtores rurais, orientando-os de como manusear e aplicar de forma correta esse insumo agrícola.