CIDADES DA REGIÃO DOS LAGOS TERÃO 1,3 MILHÃO DE PESSOAS NO RÉVEILLON

No Peró, banhistas reclamam do telefone de emergência da Guarda Municipal e da falta de mobilidade. Foto de Marcelo Valente.
No Peró, banhistas reclamam do telefone de emergência da Guarda Municipal e da falta de mobilidade. Foto de Marcelo Valente.

Cerca de 1,3 milhão de pessoas, incluindo os 420 mil habitantes, vão passar a virada do ano na Região dos Lagos. A estimativa foi feita por concessionárias de serviços públicos que prestam serviços aos municípios de Cabo Frio, Arraial do Cabo, Búzios, Iguaba e São Pedro da Aldeia. A estimativa indica a presença de 150 mil visitantes a mais que no réveillon do ano passado, quando a região recebeu 1,2 milhão de pessoas.

Segundo a estimativa, 46% das pesoas, entre moradores e visitantes, vão passar o réveillon em Cabo Frio; 18% em Búzios; 16% em Arraial do Cabo; 12% em São Pedro da Aldeia; e, 8% em Iguaba. Os números incluem os habitantes da cidade, com base no censo do IBGE. As cinco cidades têm 420 mil habitantes.

Os visitantes são calculados com base em programas modernos que usam câmeras, com contadores, instaladas nas rodovias de acesso às cidades. Como base de cálculo, o programa estima três pessoas por carro e 40 por ônibus. A medição é feita a partir do dia 26 e vai até uma semana após o réveillon.  Depois da virada, o público diminui em toda a região.

— A Região dos Lagos está recebendo em média 100 mil pessoas a mais a cada ano. Os números aumentam, mas a infraestrutura é a mesma anos atrás. Falta fiscalização em todas as áreas, em especial nas áreas de preservação, como no Parque Estadual da Costa do Sol – lamentou o ambientalista Ernesto Galiotto.

Com a população triplicada, a Região dos Lagos enfrenta os problemas tradicionais. Em Arraial do Cabo, o trânsito deu um nó na área central no fim de semana. Carros estacionaram em portas de garagens e em outros locais proibidos. Sem mobilidade, a coleta de lixo foi prejudicada. Em Búzios, os turistas levaram horas para percorrer pequenos percursos e reclamaram dos flanelinhas.

Em Cabo Frio, moradores e turistas reclamam que ninguém atende o telefone 153, da Guarda Municipal e da Fiscalização de Posturas. Também não conseguiram auxílio ligando para o 190 da PM. Os flanelinhas e ambulantes tomaram a Praia do Forte. No Peró, havia concentração de ambulantes com botijões de gás nos pontos mais movimentados da praia e na Praça do Moinho.

A praia do Peró, única do interior certificada com a Bandeira Azul,  amanheceu sem as gigogas e taboas que sujaram as praias da Região dos Lagos nos últimos dias. Garis da Comsercaf-Peró fizeram a limpeza na madrugada, mas a quantidade de vegetação que chega à praia diminuiu. Devido à falta de guardas municipais, os ônibus não puderam entrar no bairro nesta segunda-feira.