Como a alimentação pode ajudar a dormir melhor durante a quarentena

20/5/2020 –

Nutricionista explica relação entre comer e uma boa noite de sono; uma das dicas é perder o medo de carboidratos no jantar

Não é à toa que, depois de uma boa noite de sono, o despertar para um novo dia começa com humor e energia diferentes do fim do dia anterior. A quantidade de horas e a qualidade do sono influenciam diretamente em funções primordiais para o bom funcionamento da mente e do corpo, e essenciais para adaptação ao isolamento e prevenção do novo coronavírus.

O sono tem um papel importante no equilíbrio do metabolismo como um todo, explica Tayse Corrêa, nutricionista parceira da Fit Food. “É fundamental para manter a imunidade alta, ter uma boa memória e regular hormônios relacionados ao bem-estar e à saúde. Dormir bem também regula a fome, estimula a produção da massa muscular e influencia no armazenamento de gordura no corpo, elementos importantes para um corpo saudável”.

Para dormir bem

Além de escolher atividades mais relaxantes para facilitar o adormecer, como ler um livro e tomar um banho morno, abrindo mão do celular e outras telas, a alimentação pode ser uma aliada na qualidade do sono. “Alguns alimentos estimulam a produção de hormônios como serotonina e melatonina, fundamentais para dormir com qualidade, combater a insônia e o estresse decorrente de noites em claro, muitas vezes, pelas preocupações”, adiciona a nutricionista.

O que comer

Tayse conta que nutrientes como triptofanato, magnésio, vitamina D e cálcio são eficientes para estimular hormônios que favorecem o sono e estão disponíveis em alimentos como grão-de-bico, arroz integral, feijão, folhas verdes escuras, salmão, ovos, iogurte, aveia, banana, kiwi, nozes, amêndoas, ameixa seca e chá de camomila.

“Na última refeição, experimente um prato de espaguete de feijão com molho de tomate ou salada de folhas com grão-de-bico crocante para o jantar. No caso de ceia, belisque chips de batata-doce com cottage ou consuma mingau de aveia com chips de coco”, sugere a nutricionista.

Até quando comer

“Ao comer, o organismo fica em “estado de alerta” estimulando a produção de hormônios do estresse como a adrenalina. Por isso, o ideal é fazer a última refeição duas horas antes de se deitar para não prejudicar o sono”, adiciona a Tayse.

Evitar o estresse da insônia

“Depois das 17h, evitar bebidas energéticas como café, chá mate e refrigerantes; condimentos como gengibre e pimenta; e doces como açaí e chocolate, que estimulam o sistema nervoso central. As frituras também retardam a digestão e comprometem a qualidade do sono”, reforça a nutricionista.

Perder o medo de carboidratos

Existem muitas crenças de que consumir carboidrato a noite poderia estar relacionado ao aumento de peso. No entanto, esse macronutriente apresenta elementos que estimulam a produção de hormônios para dormir. Excluí-los da última refeição pode comprometer a qualidade do sono. “Não é necessariamente o horário de consumo, e sim, o total de calorias e nutrientes ingeridos ao longo do dia versus o gasto calórico do corpo. Consuma com tranquilidade se sua alimentação for equilibrada e aliada à prática regular de exercícios”, diz a Tayse.

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