ideias sustentáveis no seu negócio
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O conceito de desenvolvimento sustentável é relativamente jovem e está em processo de construção. No ano de 2010, a ONU realizou uma Cúpula Mundial sobre o Desenvolvimento Sustentável em Joanesburgo (África do Sul).

Durante essa reunião, foram consolidados os pilares da sustentabilidade que já estavam presentes na ECO-92: econômico, social e ambiental. Na sequência, entenda como eles se relacionam com o cenário empresarial.

Econômico

Como parte importante da economia de um país, as empresas precisam ter lucratividade. Mas, o lucro por lucro não contribui para o desenvolvimento sustentável. Dentro dessa perspectiva, as corporações devem ter capacidade de produzir e distribuir seus produtos de maneira que os preços dos serviços sejam acessíveis e ofereçam uma competição justa entre os concorrentes do mesmo segmento ao mesmo tempo.

Além disso, as vantagens econômicas não podem ser pautadas em práticas desleais, como produtos de baixa qualidade que obriguem o consumidor a comprar novos itens constantemente ou que sejam prejudiciais à saúde; condições de trabalho degradantes que coloquem em risco a vida dos trabalhadores, como uso de estruturas metálicas, por exemplo; salários baixos para os colaboradores e degradação do meio ambiente, colocando em risco os ecossistemas do local.

Social

O aspecto social do desenvolvimento econômico se preocupa com o capital humano, que engloba os funcionários da empresa, os consumidores, os fornecedores, os prestadores de serviço, a comunidade em que o negócio está inserido e a sociedade como um todo.

Assim, a corporação deve ser socialmente responsável, contribuindo para o desenvolvimento humano. O básico disso é respeitar os direitos trabalhistas dos colaboradores e promover um ambiente de trabalho saudável. Outras ações incluem promover serviços sociais na comunidade, abrir vagas de emprego e trabalhar para que seus produtos e serviços sejam acessíveis para a maior parte da população.

Um bom exemplo desse tipo de preocupação social foi dado pela multinacional francesa de energia Schneider Electric. Quando atuavam em uma área remota da Índia, seus funcionários constataram que as comunidades no entorno não tinham eletricidade.

Devido a isso, a Schneider percebeu que não era justo vender um tipo de serviço que não era acessível para as pessoas daquele lugar. Assim, foi criado o Programa de Acesso à Energia para beneficiar os moradores daquela região. Com o sucesso, ele foi expandido a nível global, atingindo mais de 2 milhões de pessoas.

No Brasil, também temos ações semelhantes. O Instituto Cyrela é uma grande empresa do setor imobiliário que, todos os anos, realiza o Dia da Ação Voluntária, quando são reunidos voluntários para um mutirão de reparos e manutenção em instituições. Serviços como pintura, conserto de estruturas, varredura, entre outros, são feitos para melhorar esses lugares. Dependendo do tipo de atendimento, também são feitas doações de materiais escolares e esportivos.

O banco Santander, por sua vez, há 20 anos desenvolve o Programa Escola Brasil (PEB), que reúne voluntários para disseminar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) nas escolas públicas de cidades onde a corporação está presente. Além de contribuir para o desenvolvimento das comunidades, a iniciativa ainda beneficia os funcionários que desejam atuar como voluntários, já que o banco concede até quatro horas mensais da jornada de trabalho para dedicação ao programa.

Ambiental

O pilar ambiental trabalha as condutas ecologicamente corretas nos negócios. O objetivo principal é diminuir os impactos negativos, sejam eles poluição atmosférica, uso demasiado de estrutura metálica para telhado, desmatamento, despejo de poluentes nos rios ou exploração excessiva dos recursos naturais. Caso essa diminuição não seja possível ou não seja suficiente, aí são pensadas ações mitigadoras dos impactos gerados.

Isso pode ser exemplificado com o caso da Amanco, fabricante de tubos e conexões, que passou a buscar matérias-primas menos poluentes, como purgador de vapor para tornar seus produtos mais ambientalmente amigáveis. Uma das medidas foi substituir o tolueno por outro produto, uma vez que esse solvente é poluente e pode causar dependência nas pessoas que trabalham com ele.

Já a Bunge, grande empresa de alimentos e fertilizantes, desenvolveu uma embalagem feita de material orgânico e biodegradável para sua margarina Cyclus. Isso contribui para a redução de embalagens plásticas comuns que vão para o lixo e duram séculos na natureza. Outra iniciativa importante da empresa é a diminuição de resíduos como garrafas PET para embalar óleo vegetal.

Este conteúdo foi escrito pela equipe do Soluções Industriais.