Brazil Climate Action Hub
Foto: (REUTERS)

A sociedade brasileira tem um espaço aberto para debater a agenda climática na COP26 e os caminhos para o país desenvolver uma economia de baixo carbono, inclusiva e responsável: o Brazil Climate Action Hub .

Localizado dentro da Conferência, na Zona Azul, ele terá uma programação extensa de eventos nas duas semanas de COP, com apresentações de estudos, coletivas de imprensa e discussões entre representantes de organizações não governamentais, populações tradicionais, movimentos sociais, setor privado e diferentes esferas políticas, do Brasil e de outros países. Todos os eventos serão transmitidos no site, com tradução simultânea entre português e inglês, a fim de aproximar o que acontece na COP26 da população brasileira.

O Brazil Climate Action Hub também será o local onde as negociações em torno do Acordo de Paris e a agenda internacional de clima vão se encontrar com as visões sobre o Brasil, os desafios colocados e as soluções que devem ser construídas, com diálogo e transparência.

Organizada por Instituto Clima e Sociedade (iCS), Instituto ClimaInfo e Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM), o espaço nasceu em 2019, quando deu visibilidade à agenda climática do Brasil na COP25, em Madri, na Espanha. A iniciativa teve amplo apoio de representantes da sociedade civil e rapidamente tornou-se referência para quem gostaria de saber mais sobre perspectivas brasileiras na conferência daquele ano.

A abertura do Hub, em Glasgow, ocorre em 2 de novembro à tarde, com a discussão “Qual o papel do Brasil em manter o 1,5° vivo?”, em referência ao limite para o aumento da temperatura média do planeta até o final da década em relação ao período pré-industrial. Deve-se considerar o fuso horário do Reino Unido (UTC+0), que está três horas à frente do horário de Brasília (UTC-3), para acompanhar a programação.

A COP26 ocorre entre 31 de outubro e 12 de novembro. São aguardados mais de 190 líderes mundiais e mais de 20 mil pessoas. Serão doze dias de conversas envolvendo milhares de negociadores, representantes de governos, empresários e cidadãos de todas as partes do mundo.

A principal missão é fechar o “livro de regras” do Acordo de Paris, que busca manter o aumento da temperatura média do planeta, causada pelas ações humanas, em, no máximo, 1,5ºC. Para isso acontecer, todos os países precisam cortar suas emissões de gases do efeito estufa, sejam elas originadas pela queima de combustíveis fósseis ou pelo desmatamento.