equipe de Biden
equipe de Biden / foto: pexels

Lael Brainard e Susan Rice são as favoritas para assumir a Secretaria do Tesouro e para a Secretaria de Estado

As movimentações do presidente eleito Joe Biden para a formação de seu gabinete indicam que ele prosseguirá no tom moderado que adotou na campanha. Lael Brainard, professora da Universidade de Harvard e integrante da cúpula do Federal Reserve, é a mais cotada para assumir a chefia da Secretaria do Tesouro — o Ministério da Economia americano. Já a liderança da diplomacia americana tem como favorita Susan Rice, Embaixadora dos Estados Unidos na ONU durante o governo de Barack Obama.

Para Leonardo Trevisan, economista e professor de Relações Internacionais da ESPM SP, os nomes mais cotados em Washington indicam que Biden cumprirá o esperado em sua campanha: “O presidente eleito deverá seguir na mesma linha moderada de sua carreira política. Por isso, cogita nomes já conhecidos em Washington em temas centrais como a economia e a política externa”.

Apesar do retorno ao centrismo político, Trevisan afirma que o legado de Donald Trump não será facilmente superado no início de sua administração: “Todo o planejamento econômico da Casa Branca em 2021 pode ser afetado por uma segunda onda do coronavírus, com novos confinamentos e mais desaceleração da atividade econômica. A condução da crise em 2020 por Trump ainda trará consequências”, afirma.

Com relação à política externa, o professor de Relações Internacionais identifica uma mudança e outra continuidade: “A grande mudança será com relação à política ambiental, com o já anunciado retorno ao Acordo de Paris. Porém, a tensão com a China deve prosseguir, mesmo com a moderação aparente no discurso. Os US﹩ 350 bilhões em barreiras comerciais já impostos à China não deverão ser derrubados em um primeiro momento”, diz.