Curitiba, Paraná 6/5/2020 –

A quarentena causada pela disseminação do Coronavírus aumentou as vendas de bebidas alcoólicas em todo o país. Confira aqui mais informações

A quarentena, medida tomada para conter o avanço do Coronavírus no país, privou os brasileiros do contato social que tanto estavam acostumados. Agora, reuniões com os amigos só podem acontecer por chamada de vídeo. 

Seja para continuar com a tradição do “happy hour”, aproveitar o conteúdo das lives ou afastar a mente do turbilhão de notícias sobre covid-19 presentes nas redes sociais, os brasileiros aumentaram o consumo de bebidas alcoólicas durante a quarentena. De acordo com uma pesquisa feita pela Abead (Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas), as vendas das distribuidoras aumentaram 38%, enquanto nos mercados houve um crescimento de 27%.

Consequências físicas e mentais do álcool

Mesmo sendo lícitas, as bebidas alcoólicas são consideradas drogas depressoras. Em algumas pessoas, elas podem causar um sentimento de alegria no começo, mas depois de um tempo o cérebro tem uma reação parecida com um freio de um automóvel. 

Esse freio é a ativação do lobo pré-frontal. É por isso que outras pessoas agem como se estivessem sedadas ao consumirem bebidas alcoólicas. 

Outra reação comum ao uso dessas substâncias são atitudes impulsivas. Grande parte das ocorrências de violência, principalmente a doméstica, e o aumento de feminicídios acontece por esse motivo. Em 90% dos boletins de ocorrência, o agressor estava alcoolizado, de acordo com estudo feito pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

A Organização Mundial da Saúde (OMS) tem olhado o aumento de consumo de bebidas alcoólicas nesse período. A agência publicou um artigo em sua página da internet com o objetivo de informar a população. O texto tem como título “O álcool não protege contra a covid-19, o acesso deve ser restrito durante o confinamento”. 

Outra preocupação dos especialistas é a dificuldade de tratar dependentes químicos durante a quarentena. O ato de consumir bebidas alcoólicas em maiores quantidades nesse período pode ser impulsionado pelo isolamento social. 

Também é possível que pessoas que iniciaram esse hábito durante a quarentena continuem com ele quando o isolamento terminar. Caso isso se transforme em realidade, o usuário irá se tornar um dependente, devido ao componente biopsicossocial. 

É preciso tomar cuidado, pois não existe exame que comprova se a pessoa possui uma vulnerabilidade biológica ou uma predisposição genética ao alcoolismo. Como a capacidade emocional da população está fragilizada, existem grandes chances do hábito continuar na pós-quarentena, fazendo com que a dependência seja desenvolvida. 

Dados do Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (CISA) mostram que o consumo de bebida alcoólica em altas doses causa prejuízos no sistema imunológico e enfraquecimento das defesas do corpo humano. Por conta disso, o usuário se torna mais suscetível em contrair doenças, como o coronavírus, além de causar complicações cardiovasculares, gastrointestinais, hipertensão etc.

Alcoolismo no Brasil

Uma das formas que as pessoas encontraram de se sentirem bem durante a quarentena é trazer hábitos que tinham fora de suas casas para dentro das residências. Isso inclui o consumo de bebidas alcoólicas socialmente. 

Com o aumento de conteúdos divulgados nas redes sociais, muitos estão encontrando na bebida a saída para diminuir a ansiedade ou esquecer dos problemas. Atualmente, 12,4% da população brasileira é dependente de álcool. Por conta do isolamento social, muitas pessoas estão com dificuldades em continuar seus tratamentos parciais. 

Cientistas afirmam que mulheres têm mais propensão a desenvolver dependência química. Isso acontece porque elas produzem a enzima álcool desidrogenase (ADH) em uma quantidade menor. Essa enzima liberada pelo fígado é responsável por metabolizar a substância no organismo.

Mulheres também possuem índices mais altos de gordura e mais baixos de água. A água dispersa o álcool, enquanto a gordura retém a substância. Por esses motivos, são elas as mais prejudicadas pelo consumo exagerado de bebidas.

Outro grupo que preocupa os especialistas são os adolescentes. Eles ainda não possuem as estruturas cerebrais 100% formadas, transformando os jovens em um grupo vulnerável aos malefícios do consumo de bebida alcoólica. 

Atendimento na quarentena

Para garantir o bem-estar de dependentes químicos durante o isolamento social, a Clínica Liberty está realizando os atendimentos normalmente. 

O tratamento é realizado em três etapas:

  • Primeira etapa: a equipe médica faz a anamnese, uma entrevista diagnóstica com o paciente e seus familiares. A partir de uma análise, os profissionais saberão quais outros passos devem ser incluídos no tratamento para que ele tenha o melhor resultado possível. 
  • Segunda etapa: seguem os tratamentos propostos na avaliação inicial, em regime integral ou ambulatorial. Nessa fase, o dependente inicia a conscientização da doença e começa a promoção da abstinência.
  • Terceira etapa: a manutenção da abstinência é feita quando o paciente recebe alta e é encaminhado para a clínica dia ou ambulatório. São feitas sessões de psicoterapia intensiva individual e em grupo. Nelas, são implantadas a necessidade de mudança de vida com atitudes que ajudarão no controle da dependência química

Para saber mais sobre o tratamento e outras informações, entre em contato com a Clínica Liberty clicando aqui

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