Quem compra uma ação pode estar pensando na sua valorização, mas também naquele rendimento que cai de tempos em tempos na conta do investidor, resultado dos lucros que as empresas geram para seus acionistas. Porém, uma declaração recente do ministro da Economia, Paulo Guedes, defendendo a até então inexistente tributação de dividendos preocupou muitos investidores, afinal, qual é o impacto que essa mudança poderia ter nos diferentes tipos de investimentos? Para responder a essa pergunta, a Capital Research, primeira casa de análises 100% gratuita do Brasil, decidiu lançar um relatório específico sobre o assunto.

No material, o analista-chefe da casa de análises, Samuel Torres, ressalta que, apesar do ministro não ter dado muitos detalhes sobre a proposta que defende, “em oportunidades anteriores, Paulo Guedes afirmou que a alíquota desse tributo poderia ficar entre 20% e 25% e que a ideia seria reduzir concomitantemente o imposto sobre os lucros das empresas, de forma a incentivá-las a reinvesti-los, estimulando a economia real.”

Diante disso, o relatório disponível gratuitamente se debruça a avaliar qual modalidade de investimento seria mais e qual seria menos impactada pela mudança, ainda não confirmada. “Com a isenção atual, considerando um mesmo retorno e distribuição de dividendos, os ETFs apresentam uma rentabilidade líquida de IR um pouco inferior à compra direta de ações. Porém, com a tributação de dividendos para pessoa física, os ETFs passariam a ser mais vantajosos do ponto de vista tributário”, afirma Torres.

Neste caso, fundos como o BOVA11 e o IVVB11, recomendados pela casa de análises na Carteira Capital (a principal carteira de investimentos da Capital Research), são destacados no relatório como maneiras fáceis, práticas e com menor demanda de capital para alocar no mercado acionário, de forma diversificada e sem ter de acompanhar o que acontece com cada ação.

“Esses ETFS replicam, respectivamente, o Ibovespa e o S&P 500. Para fazer isso, esses fundos compram as ações dos respectivos índices nas devidas proporções, fazendo com que sua rentabilidade acompanhe a do índice”, explica o analista-chefe, ressaltando que, dessa forma, o investidor estará exposto aos mesmos rendimentos, mas sem o impacto da tributação mencionada por Guedes.

De acordo com a Capital Research, isso acontece porque quem investe em ações, atualmente, acaba obtendo um retorno líquido de IR um pouco superior, mas, se os dividendos recebidos por pessoa física passarem a ser tributados, quem investe em ações diretamente será mais impactado, mesmo que a alíquota de Imposto de Renda sobre os dividendos seja a mesma do ganho de capital (15%). Portanto, “comparativamente ao que é hoje, investir em ETFs será mais atraente do que investir diretamente nas mesmas ações replicadas por eles”, conclui Samuel Torres.

Para ver o material completo, acesse aqui.