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As altas temperaturas exigem produtos mais potentes. Veja qual a melhor escolha

Verão chegando, hora de caprichar no desodorante! Afinal, é muito desagradável ficar com uma t-shirt com manchas de suor nas axilas ou cheirando mal. O avanço tecnológico permitiu a criação de produtos capazes de segurar a produção de suor por mais de 24 horas. Porém, será que eles são realmente saudáveis?

O alumínio é o grande responsável por permitir que um desodorante seja muito eficiente. No entanto, ele tem sido “vilanizado” nos últimos anos, o que fez com que muitas pessoas trocassem o produto tradicional pelo natural.

Mas quais são os perigos reais? Há realmente algum risco para a saúde? E qual dos produtos é o mais eficaz? Entenda neste artigo.

Como um desodorante tradicional funciona?

Um desodorante comum atua para atenuar ou disfarçar o mau cheiro produzido pelas bactérias da axila. Ele conta com substâncias bactericidas, como álcool e triclosan, que também atuam mascarando o mau odor. No entanto, hoje é comum encontrarmos produtos 0% álcool, que desidrata e resseca a pele.

Já um desodorante antitranspirante conta com complexos de alumínio em sua composição, que são capazes de segurar o mau cheiro e a sudorese. Ele pode atuar tanto diminuindo a produção de suor quanto dificultando sua eliminação pelas glândulas sudoríparas. O cloridrato de alumínio, composto mais famoso, cria uma reação química com o suor para formar uma camada física que bloqueia a sudorese nas áreas aplicadas.

Grande parte dos desodorantes não age como antitranspirante, embora alguns antitranspirantes sejam utilizados como desodorante.

O suposto perigo do alumínio

O alumínio é capaz de adentrar o organismo humano por inalação, ingestão ou absorção pela pele. Além disso, é extremamente tóxico e ligado a doenças neurodegenerativas e ao câncer de pulmão. No entanto, a substância pura nunca é utilizada em cosméticos, e sim seus compostos, com apenas alguns resquícios seus.

Geralmente, uma pele íntegra contém proteção suficiente contra fatores externos (não incluindo o Sol; a pele precisa de proteção solar). No entanto, o cloridrato de alumínio, um de seus compostos, teria uma molécula muito pequena e capaz de penetrar na pele. Por isso, acredita-se que o uso contínuo possa provocar o acúmulo  da substância na pele, mas não há nada comprovado.

Nos últimos anos, associou-se o alumínio ao surgimento de câncer de mama, já que encontraram resquícios da substância em pacientes. Novamente, não houve nenhuma pesquisa conclusiva a respeito do assunto.

O  parecer preliminar adotado pelo CCSC (Comitê Científico de Segurança do Consumidor), de 2019, afirmou que a quantidade de alumínio adotada em cosméticos é inofensiva para a pele — desde que, claro, sejam adotadas as normas europeias de concentrações permitidas. No Brasil, a Anvisa atua para que as quantidades sejam controladas e não provoquem mal à saúde do usuário.

O Comitê também afirmou que a aplicação diária é inofensiva até mesmo após a depilação com lâmina, que “agride” a pele e diminui sua integridade, o que poderia permitir a absorção de cloridrato de alumínio. Segundo o órgão, a substância não é absorvida, muito menos armazenada no corpo.

Qual a diferença do desodorante natural?

Um desodorante natural pode ser vegano, orgânico, industrial ou até caseiro. Ele não utiliza o alumínio para segurar o suor e o mau cheiro. Geralmente, conta com ativos como óleos essenciais de ylang-ylang, rosa-mosqueta e rosa-damascena, que neutralizam o odor do suor. Também é comum encontrar aloe vera e manteiga de karité, que hidratam a pele da região, normalmente agredida por depilações.

A grande desvantagem do desodorante natural é que ele não conta com ativos capazes de segurar o suor. Então, se o indivíduo tiver uma sudorese um pouco maior nas axilas, as manchas vão aparecer na camisa.

Então, qual a melhor escolha?

Depende da necessidade do indivíduo. Se ele estiver preocupado com a sudorese, o ideal é optar pelo antitranspirante. Se preferir algo mais natural e tiver receio do uso de alumínio, a opção natural é a mais adequada.