1/6/2020 –

Na Semana Internacional de Conscientização sobre a Tireoide, que vai até o próximo dia 29/05, uma pesquisa global aponta que alterações na glândula podem levar à Infertilidade.

Segundo o estudo, que contou com a participação de 7 mil pessoas de seis países (Chile, China, Colômbia, Indonésia, México e Arábia Saudita), quase a metade dos entrevistados, 48%, julgou desconhecer a importância de examinar a tireoide das mulheres na gestação. O resultado é um alerta sobre a necessidade de conscientizar mais a população sobre os impactos que a falta de diagnóstico pode causar, uma vez que a glândula regula o ritmo do funcionamento de todo o organismo.

O sucesso da gravidez depende também do bom funcionamento do sistema endócrino, que é o conjunto de glândulas que produz hormônios. Cerca de 8 a 12% dos abortos espontâneos podem estar relacionados a desregulação hormonal, e a tireoide, além de compor esse sistema, produz o T3 e o T4, que modulam a atividade de outras glândulas e estruturas do corpo. De acordo com o Dr. Alfonso Massaguer, o controle da tireoide é fundamental em níveis variados. “Uma tireoide alterada pode aumentar abortamentos, parto prematuro, causar infertilidade, além de influenciar no bem-estar materno e até no QI do bebê”, alerta ginecologista e obstetra especialista em reprodução humana e diretor da Clínica Mae.

Outro apontamento é que 55% dos participantes não sabiam que recém-nascidos precisam ser avaliados para checar a presença do hipotireoidismo congênito, que compromete o desenvolvimento do bebê. O diagnóstico é feito através do teste do pezinho, nas primeiras semanas de vida. O estudo indica também que apenas 24% dos respondentes tinham conhecimento sobre influência dos transtornos da tireoide na fertilidade. Dr. Alfonso explica que “todo o organismo sofre os reflexos da não produção hormonal, inclusive os ovários e os testículos, aumentando também o risco de hemorragias, no caso de grávidas”. E atenção: o sexo feminino é mais atingido por problemas na tireoide, estima-se que uma em cada oito mulheres os desenvolve ao longo da vida.

Os dados da pesquisa apontam ainda que cerca de 60% das pessoas avaliadas não recebeu um diagnóstico sobre distúrbios na glândula. “A detecção de alterações, hipo ou hipertireoidismo, no entanto, não é muito complexa, é necessário fazer um exame de sangue com dosagem de hormônio tireoestimulante”, acrescenta o especialista. “Para quem possui histórico familiar, uma avaliação mais completa é necessária. Os testes também são importantes no primeiro trimestre de gravidez e no pós-parto, assim como em recém-nascidos”, finaliza o médico. Cabe ressaltar que os distúrbios na tireoide são tratáveis e, uma vez normalizados, o risco de provocar infertilidade ou gerar problemas na gestação diminui.

Website: https://www.clinicamae.med.br/