O consumo de drogas tem chamado a atenção pelo seu aumento no mundo todo. No Brasil, não é diferente, uma pesquisa realizada pelo 3° Levantamento Nacional sobre o Uso de Drogas pela População Brasileira, numa parceria entre a Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad) do Ministério da Justiça e Segurança Pública e a Fiocruz, revela dados e estatísticas do consumo atual de drogas no Brasil.

Durante a pandemia causada pelo novo coronavírus, não poderia ser diferente: 52% dos jovens usam substâncias psicoativas para lidar com a pandemia no Brasil, segundo pesquisa realizada pelo Centro de Convivência É de Lei.

Acompanhe a leitura do artigo e conheça alguns dados e estatísticas do consumo atual de drogas no Brasil.

Veja mais sobre os dados e estatísticas do consumo atual de drogas no Brasil

Legislação

A legislação no Brasil sobre o consumo de drogas é considerada proibicionista. Apesar de ainda ser crime o porte e uso de drogas, não é mais passível de pena de prisão, conforme a Nova Lei de Drogas, de 2006. Mesmo que tenha ocorrido a queda de forma contínua do número de flagrantes de usuários de drogas em São Paulo, por exemplo, a taxa de encarceramento em massa de jovens presos por envolvimento no tráfico não diminuiu.

Prevenção

São diversas as ações do governo federal em campanhas de prevenção e conscientização, como as ações nas escolas pelo Proerd, que incentiva a participação e a convivência da comunidade com a Polícia Militar. Essas ações têm o objetivo não só de desmistificar preconceitos da sociedade com a instituição, mas, também, promover a conscientização sobre o uso de drogas e sua relação com o tráfico, por meio dessa aproximação da comunidade.

Redução de danos

Diversas instituições internacionais, oriundas de países com uma legislação mais avançada sobre o uso de drogas, atuam hoje no Brasil com campanhas de redução de danos. Essas campanhas reconhecem a realidade do usuário de drogas como algo que merece atenção e reconhecimento. Só então as ações de resgate dessa população, bem como a ampliação de políticas de oportunidades podem ser organizadas e implantadas de forma eficaz.

Em muitos países, como Portugal, por exemplo, a política de redução de danos promove, além dos cursos de conscientização, o tratamento de usuários pelo fornecimento, não só de substâncias psicoativas em quantidades seguras e instrumentos para utilizá-las, como também fornecem medicamentos e acompanhamento médico e psicológico para o tratamento da dependência, pelo sistema público.

Tratamento

O tratamento para a dependência química do uso de drogas pelo Poder Público pode ser feito pelos Centros de Atenção Psicossocial espalhados por todo o Brasil. Os serviços incluem o acompanhamento psicológico e psiquiátrico com uma equipe multiprofissional especializada. Também é possível buscar por informações sobre tratamento em instituições privadas como o blog da Clínica Viver Sem Drogas.

Apoio familiar

O apoio da família é imprescindível para auxiliar no tratamento da pessoa que está em tratamento para dependência química. É importante que a pessoa não se sinta julgada ou excluída do convívio, e que todos tentem manter os vínculos afetivos com o dependente. É através dos grupos de apoio que os familiares podem ter contato com outras realidades, outras famílias e podem trocar experiências e compreender melhor o tratamento do paciente. O diálogo, pela comunicação e escuta, também é uma importante ferramenta nesse tratamento. Fazer um exercício para compreender e se colocar no lugar do dependente químico, sua estigmatização na sociedade, ajuda aos familiares a ter mais empatia e a agir de forma mais empática.

Esses são alguns dados e estatísticas do consumo atual de drogas no Brasil, é uma realidade complicada que requer mais compreensão por parte da sociedade e do Poder Público. Comenta a seguir qual sua opinião a respeito!