Mil Madeiras, Klabin e Veracel estão entre as 15 melhores classificadas no ranking global

Foi divulgada, na semana passada, a avaliação de transparência de produtores e comerciantes de madeira tropical e de celulose pela SPOTT (Sustainability Policy Transparency Toolkit). Trata-se de uma plataforma global, desenvolvida pela ZSL (Sociedade Zoológica de Londres),  que  classifica anualmente empresas do setor florestal (florestas nativas e plantadas) em mais de 175 indicadores específicos do setor, distribuídos em 10 categorias, para avaliar seu progresso ao longo do tempo.

A avaliação é realizada com base na divulgação pública de suas políticas, operações e compromissos com as melhores práticas ambientais, sociais e de governança. Cada empresa recebe uma pontuação percentual e o ranking, bem como a avaliação completa e o resumo dos principais índices e descobertas nas últimas avaliações, pode ser conhecido aqui https://www.spott.org/timber-pulp/.

Esse ano, as empresas certificadas FSC® (Forest Stewardship Council®), pelo Imaflora, estiveram entre as 15 melhores classificadas, sendo a Precious Wood a segunda no ranking. Para João Cruz, Diretor da Mil Madeiras (empresa que representa o grupo Precious Woods no Brasil, com empreendimentos na Amazônia), figurar entre os melhores em transparência do setor é motivo de muito orgulho e representa o reconhecimento de práticas de sustentabilidade que vem sendo construídas e implementadas ao longo de toda a história da empresa. Ele ressalta que a certificação FSC foi uma importante conquista que contribuiu para que a empresa fosse aprimorando suas práticas sustentáveis, com total transparência desde o início do projeto.

Para Júlio Nogueira, gerente de Sustentabilidade e Meio Ambiente da Klabin, que foi a primeira colocada em 2019 e já foi citada em quatro edições da Spott Timber & Pulp, “estar entre as primeiras colocadas em um ranking global de transparência do setor de madeira e celulose é a chancela do trabalho que a Klabin vem fazendo há décadas em busca do desenvolvimento sustentável em toda a sua cadeia. Como a primeira do setor de celulose e papel das Américas a receber a certificação FSC pelo manejo florestal sustentável de suas áreas e produtos, em 1998, temos a responsabilidade e o compromisso em continuar criando valor a partir do equilíbrio entre as esferas econômica, social e ambiental e contribuir, diretamente, para a construção de um futuro renovável.”

A Veracel, empresa que comemorou recentemente seus 29 anos no mercado, também se orgulha da conquista e destaca “Ser reconhecida como uma das empresas mais transparentes do setor florestal, no Brasil, pela SPOTT, nos faz ter certeza de que estamos cumprindo nosso propósito que é “Ser Responsável, Inspirar Pessoas e Valorizar a Vida”. Este resultado tem a efetiva contribuição da criteriosa avaliação realizada pelo IMAFLORA sobre o cumprimento dos requisitos da certificação FSC ao longo dos últimos anos” reforça, Luiz H. Tapia, Gerente de Meio Ambiente e Gestão Integrada da Veracel.

Analisando os resultados desse ano, a SPOTT também revela que apesar dos requisitos estarem mais rigorosos houve um aumento de 2% na pontuação média das empresas em relação à edição anterior, realizada em julho de 2019. Além disso, as empresas com o seu manejo certificado FSC e/ou PEFC apresentaram uma média de 48,6% enquanto que as demais atingiram uma pontuação de 8%.

Leonardo Sobral, gerente de certificação florestal do Imaflora, ressalta que a certificação auxilia os empreendimentos na implementação das melhores práticas sociais e ambientais o que, não só contribui na transparência, na garantia de origem, na credibilidade, como também resulta em desempenho e vantagem mercadológica. “Ter empresas certificadas pelo Imaflora entre as melhores do mundo é motivo de muito orgulho para nós”, comemora.

Para Aline Tristão, diretora executiva do FSC Brasil isso pode refletir não apenas os rigorosos critérios da certificação, mas uma mudança de comportamento que interfere na forma como as empresas atuam. “Mesmo antes da pandemia, já havia uma noção maior de responsabilidade compartilhada, onde todos nós trabalhamos não para vencer, mas para sobreviver; e isso vale também para o setor florestal”, explica Aline. “O valor das empresas está cada vez mais ligado ao impacto dela na sociedade; e conservar as florestas, cuidar do meio ambiente e proteger os povos e comunidades tradicionais são ações vitais para garantir a nossa permanência na terra”, completa.