O fisioterapeuta é um dos pioneiros na técnica do Brasil, Fábio Akiyama explica como o método funciona e em que casos pode ajudar

É possível notar que as técnicas medicinais complementares têm ganhado cada vez mais espaço entre os brasileiros. Com maior aderência a métodos japoneses como ventosas e acupuntura, outros procedimentos com fundamento científico também são procurados para solucionar problemas do dia a dia e também outros mais severos como dores, stress e até ansiedade.

A microfisioterapia é uma das mais atuais técnicas de medicina complementar, com cerca de 30 anos. Um dos pioneiros neste método no Brasil, o fisioterapeuta Fábio Akiyama explica como o método vem sendo difundido no país e como age sob os sintomas. “A microfisioterapia foi criada na França e tem sua base na osteopatia, mas com ramificações em embriologia e filogenética e pode ser indicada no tratamento de muitas doenças, porque foca principalmente em trazer equilíbrio para o corpo dos pacientes, promovendo a melhora de diversos sintomas”, destaca.

Essa terapia funciona com base nos ritmos vitais dos tecidos e órgãos do corpo humano. O folheto embrionário se divide em três tecidos de base, sendo eles a endoderme (vísceras e mucosas), a ectoderma (sistema nervoso e pele) e o mesoderma (músculos e ossos). A partir dessa divisão, os tecidos adotam determinados ritmos e são com essas frequências, e alguns mapas, que o terapeuta investiga onde o corpo apresenta o desequilíbrio que deve ser tratado e com a identificação, o próprio corpo é capaz de começar a auto reparação.

“É um tratamento indicado para muitos males. Na verdade, a terapia tem foco não somente em tratar os sintomas, mas a busca do pleno equilíbrio do corpo. É claro que num primeiro momento são eles que nos guiam, mas nesse caso não existe um tratamento específico para a enxaqueca e outro para a depressão. A base é a mesma, o que diferencia são os tecidos afetados, a etiologia de base e a repercussão no corpo” o fisioterapeuta relata.

A microfisioterapia é indicada para enxaquecas, depressão, síndrome do pânico, ansiedade, dores crônicas, sintomas que são rebeldes aos tratamentos convencionais, doenças somatoemocionais, refluxo em recém-nascidos entre outros sintomas. “Algo que a diferencia de outros métodos é que não existe nenhuma contra indicação, podendo ser aplicada em idosos, gestantes e bebês”, finaliza.