O secretário estadual de Transportes, Delmo Pinho, informou há pouco que determinou uma rigorosa fiscalização nos veículos que fazem transporte pirata nas imediações das rodoviárias do Rio e de Niterói. O serviço ilegal, que já existia, aumentou depois que, por causa da pandemia do Covid-19, o estado proibiu o transporte intermunicipal entre a Região Metropolitana e o interior para evitar a disseminação do vírus.

Com a restrição, os proprietários de veículos piratas intensificaram a propaganda do serviço nas redes sociais e através de vendedores que ficam nas proximidades das rodoviárias e na estação das barcas, em Niterói. Os serviços são o BlaBlacar caronas de confiança, lotadas em carros particulares e os veículos de aplicativos, que fazem viagens compartilhadas. Ao contrário dos ônibus, os passageiros vão espremidos nos carros, que só partem para o interior com a lotação completa.

— Estou acionando o Detro e a Polícia Militar para que fiscalize o transporte irregular nas imediações das rodoviárias e no entorno do Terminal João Goulart, em Niterói – disse o secretário.

Delmo Pinho acionou o Detro e a PM para reprimir o transporte pirata
Delmo Pinho acionou o Detro e a PM para reprimir o transporte pirata

Principal operadora de transportes do Estado do Rio, a Viação 1001 suspendeu, por 15 dias, as viagens interestaduais e intermunicipais com destino à Região dos Lagos e a outros municípios do interior fluminense. No Grande Rio, os empresários de transportes coletivos se encontram hoje para discutir como vão enfrentar as perdas decorrentes da diminuição do volume de passageiros nos próximos dias.

Na Região dos Lagos, os principais municípios turísticos (Cabo Frio, Arraial do Cabo e Búzios) também enfrentam problemas com o transporte pirata. Os ônibus e vans de excursão estão proibidos de entrar nas cidades, mas os excursionistas desembarcam em São Pedro da Aldeia e completam o percurso em veículos piratas ou de aplicativos. O secretário de Turismo de Cabo Frio, Paulo Cotias, disse que vai se reunir com os colegas de Búzios e de Arraial do Cabo para, juntos, pedir ajuda ao Detro, ao Batalhão de Polícia Rodoviária da PM e à Polícia Rodoviária Federal.