Ribeirão Preto, SP 5/11/2013 –

O pedido de Recuperação Judicial do Grupo EBX, de Eike Batista, colocou novamente este tema no foco das atenções do país. Porém, com uma grandeza raramente vista, em razão do montante da dívida e do histórico do controlador do grupo, tido como um empresário arrojado, exemplo de sucesso e empreendedorismo.
No entanto, Eike não está sozinho. Segundo o Indicador Serasa Experian, em setembro deste ano 75 empresas entraram com pedidos de Recuperação Judicial. Destas, dez eram grandes empresas e 45 micro e pequenas.
Tomar a decisão de promover a negociação das dívidas judicialmente é um sintoma de crise. “Mas, é também um sinal de que a companhia trabalha para manter-se ativa no mercado, gerando riquezas”, observa Giovani Orteiro, da Exame Auditores Independentes.
Os principais problemas que cercam as empresas que entram em crise é o despreparo de seus gestores, sejam eles sócios, gerentes ou líderes. E, sobretudo, a falta de informação consistente sobre o negócio. Toda informação é importante ferramenta na tomada de decisões, seja para efetuar um investimento ou numa venda.
Danielle Moro, gerente de Desenvolvimento Organizacional da Exame Auditores, observa que algumas empresas carecem de ferramentas de controle de custos, imobilizado, despesas administrativas, liberação de crédito para clientes, formação do preço e financeiros. “São processos e padronizações importantes que, aliados a sistemas seguros e práticas de governança, revelam-se instrumentos essenciais para que gestores e líderes possam controlar de fato os seus negócios. É possível antever um cenário negativo e agir para evitá-lo”, observa.
Orteiro afirma que empresas, da micro à grande, devem usar mecanismos de controle para traçar metas, acompanhar o desempenho e vislumbrar resultados futuros.
A Exame Auditores traçou algumas deficiências que são fatais na organização de um empreendimento:
Diretoria: Falta visão estratégica, conhecimento gerencial, administrativo e investimento em praticas de governança corporativa
Controladoria: Falta de equipe especializada e ferramentas para gerar e analisar dados consistentes.
Imobilizado: Inexistência de controle dos bens do ativo das empresas, ocasionando perda de bens. Algumas vezes, os dirigentes encontram bens cujo sumiço era desconhecido.
Financeiro: Falta de mão de obra qualificada para desempenhar as funções, gerando problemas como o descontrole de contas a pagar e a receber, conciliação de contas correntes, elaboração de fluxo de caixa e analise de captação de recursos.
Comercial: Falta de profissionais com relacionamento no mercado, sem visão estratégica e financeira para definir os preços e condições das vendas com os clientes e com a equipe de vendas.
Contábil: Falta de intervenção do contador em algumas situações necessárias. Porém, a opinião deste profissional algumas vezes não é levada em consideração, resultando em relatórios inconsistentes.

Recursos humanos: Falta atitude e competência dos gestores, informando problemas e apontando soluções com mais eficiência.

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