Especialistas da Logos Consultoria esclarecem que “indicadores apoiam pessoas e organizações no processo de análise nas diferentes áreas da vida”

Como o próprio nome já faz alusão, um indicador é um instrumento projetado para indicar algo, fornecendo uma determinada informação. Um bom indicador traz confiabilidade nas informações passadas. Quando melhor for o indicador, mais precisa e confiável será a informação proporcionada.

No entanto, muitos mitos acerca dos indicadores ainda são difundidos em massa, como o de que tudo precisa ser medido a todo tempo. Muitos cidadãos, de certa forma, ainda não sabem “ler” e “interpretar” corretamente um indicador.

“Existe o mito de que um indicador sozinho é capas de demonstrar a realidade em sua magnitude. Como já foi dito, o indicador ajuda na análise, ele é uma fotografia, portanto é estático e com a visão de um ângulo”, explica Taiana Jung, gestora técnica da Logos Consultoria, refutando, também, o mito de que o indicador é imparcial:

“Vários motivos para desmitificar essa informação, como o fato de o indicador ser concebido a partir de um interesse e um conceito, por tanto não é uma ciência exata. Como diz o ditado ‘os dados quando torturados revelam a verdade’“, esclarece.

Segundo Rui Marcos, gestor administrativo-financeiro da Logos, nem sempre a quantidade de dados vai ajudar na análise, o mais importante é a adequação e foco. Com vasta experiência no trabalho com indicadores, ele explica que indicadores são medidas-sínteses que revelam a realidade por meio dos números e são capazes de quantificar e qualificar uma determinada informação.

“O indicador é um instrumento operacional utilizado para o monitoramento de processos e medição de resultados que necessita manter a essência da informação, não devendo substituir o conceito que se deseja medir pela própria medida”, afirma.

Interpretando um indicador

Taiana enfatiza que é necessário sempre ter uma visão contextual, ou seja, não concluindo que o dado trazido pelo indicador resume o assunto.

Para ela, é importante saber qual instituição elaborou o indicador para checagem de credibilidade; o ano de referência, pois dependendo do assunto, o tempo pode impactar o resultado e deixar o indicador desatualizado; identificar o público pesquisado e local para saber se a comparação é válida com a realidade estudada; e se há possibilidade de comparar o resultado com outros anos, ou seja, se o indicador tem uma série histórica, pois gera parâmetro.

Aplicação correta

A profissional alerta para a importância e a cautela que se deve ter para uma aplicação correta dos indicadores, a fim de não torná-los apenas em números, mas sim dados que possam contribuir efetivamente para a gestão e análise de uma empresa.

“Devemos usar os indicadores de forma qualitativa, inteligente, buscando sempre convergir os dados objetivos ao planejamento estratégico da empresa”, avalia.

Segundo ela, o uso dos indicadores apropriados para cada organização provêm de uma análise detalhada. “A questão primordial é não se desvencilhar da principal função dos indicadores, que é a oferta de uma visão global e ampla da empresa, auxiliando na tomada de decisões”, destaca, pontuando que os colaboradores, gestores de políticas públicas, empresas, programas e projetos devem considerar o papel dos indicadores como instrumento de apoio à decisão e não como uma medida que reflete toda complexidade do conceito ao qual se refere.

Importância para a sociedade

Rui esclarece que o indicador apoia pessoas e organizações no processo de análise nas diferentes áreas da vida. “Um médico quando faz um diagnóstico, ele utiliza de diferentes informações, inclusive indicadores, seja dos exames de sangue, de um eletrocardiograma, entre outros. Por sua vez, uma pessoa quando faz suas compras de medicamentos, faz uma comparação de preços e analisa a média de preços” exemplifica.

De acordo com o profissional, as instituições que cuidam da gestão anteveem problemas, definem estratégias e acompanham resultados com o uso de indicadores. ”De forma macro, a concepção, o monitoramento e a avalição das políticas públicas necessitam de indicadores que demonstrem a eficiência, a eficácia e a efetividade das ações, pois com isso, poderá ser mais assertiva e contribuir com as necessidades da sociedade”, elucida, sintetizando o fato de os indicadores ajudarem na tomada de decisão de pessoas e organizações, e contribuindo com a análise da realidade.