No dia 17 de maio, comemora-se o Dia Internacional da Reciclagem. A data foi estabelecida pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), com o objetivo de alertar e conscientizar a sociedade sobre a importância de reduzir a produção de resíduos, bem como do relevante papel da reciclagem nesta jornada.

A preocupação com o meio ambiente, assim como a criação de políticas ambientais são cada vez mais comuns e imprescindíveis na missão de cuidar do planeta e de seus recursos naturais. Estes foram alguns dos temas abordados na Cúpula de Líderes pelo Clima 2021, evento que contou com ambiciosas promessas pelas mudanças climáticas das nações mais poluentes do mundo.

Joe Biden, presidente do Estados Unidos, chamou atenção com a promessa de que o país irá reduzir em 50% a emissão de gases do efeito estufa até o ano de 2030, com base nos níveis de emissão de 2005. O Brasil anunciou o compromisso da redução em 43% de suas emissões de carbono, por meio do apoio ao mercado do carbono e ações que envolvam o uso dos resíduos.

Para além dessas medidas, a reciclagem é outro recurso essencial para o desenvolvimento sustentável. O ato de reciclar é um exemplo de ação característica da “economia circular”, conceito que engloba e define processos que partem da premissa de garantir novas funções a elementos que seriam desperdiçados.

Em decorrência disto, empresas e entidades de diversas áreas de atuação buscam alternativas para tornarem suas atividades industriais menos poluentes e maléficas ao meio ambiente. Nos âmbitos internacional e nacional, a indústria do cimento se mantém muito alinhada às práticas da economia circular.

O coprocessamento, por exemplo, é uma das soluções que o setor cimenteiro encontrou para reaproveitar o lixo. Utilizado na indústria desde o ano de 1990, a prática consiste no uso dos resíduos urbanos e industriais como substitutos dos combustíveis fósseis não renováveis. Por meio da incineração, o lixo é aproveitado no abastecimento dos fornos de cimento, o que torna o processo sustentável e livre da emissão de carbono.

“Precisamos dinamizar o coprocessamento de resíduos, uma prática disseminada em diversos países, que aumenta a competitividade do setor e está integrada à economia circular e à Indústria 4.0. O Brasil é um país que ainda enterra energia”, declara Paulo Camillo Penna, presidente da ABCP.

Em 2018, cerca de 1.257 milhões de toneladas de resíduos foram coprocessadas no Brasil, de acordo com o “Panorama do Coprocessamento 2020” , estudo desenvolvido pela Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP). Segundo Penna, o setor do cimento possui como meta a redução das emissões para 375 quilos de CO2 por tonelada de cimento até 2050, em comunhão com o que propõe o Acordo de Paris.

“A utilização do resíduo doméstico como fonte de energia contribuirá para a erradicação dos lixões, presentes em mais de 3 mil municípios brasileiros, e contribuirá para o aumento da vida útil de aterros sanitários”, finaliza.