O INEA espera concluir neste sábado a operação de fechamento artificial da Lagoa do Paulista, em Carapebus. Há dois dias, estão sendo preparados  93 ecobags (grandes sacolas ecológicas com areia) para o fechamento da barra, que foi aberta clandestinamente por moradores de Carapebus. A prefeitura da cidade e a de Quissamã, município vizinho, está colaborando com cinco máquinas, além do apoio da Polícia Ambiental. A abertura das barras das Lagoas de Carapebus e do Paulista foi a causa da poluição das praias da Região dos Lagos com gigogas e taboas.

Segundo Marcelo Morel, diretor de Biodiversidade e Áreas Protegidas do INEA (DIBAB), os 93 ecobags já estão cheios e os técnicos vão esperar o melhor momento da maré baixa para fechar a barra, o que pode acontecer no meio do dia. A direção do Parque de Jurubatiba ficou de pedir mais 50 ecobags à Petrobrás para reforçar o trabalho com o fechamento lateral da barra, que será feito posteriormente. A operação está sendo coordenada pelo major Frederico Bezerra, diretor de Pós-Licença do INEA.

— Teremos apenas duas horas, das 12 às 14 horas, para aproveitar a janela da maré baixa. Neste período, teremos que içar e posicionar as ecobags. A operação deve terminar às 18 horas, quando a contenção estará consolidada – previu Morel.

Além de fechar a barra da lagoa, impedindo que gigogas e taboas continuem a poluir as praias da Região dos Lagos, as ecobags servirão para impedir que moradores façam, no futuro, a abertura artificial da barra, como aconteceu no dia 14. A barra só poderá ser aberta com emprego de escavadeiras.

Natural de Carapebus, o corretor de imóveis Juninho Luna defendeu investimentos do município em saneamento básico. A maior parte dos esgotos da cidade é lançada na Lagoa de Carapebus:

— O esgoto acelera a proliferação de gigogas, é o alimento delas. Com o saneamento, diminui a vegetação aquática e a necessidade de abrir a barra. Esta é uma reivindicação de toda a população de Carapebus – afirmou o morador.

A Praia do Peró está limpa no trecho da Bandeira Azul. Turistas reclamam da presença de ambulantes com botijões de gás. Foto de Otacílio Neto.
A Praia do Peró está limpa no trecho da Bandeira Azul. Turistas reclamam da presença de ambulantes com botijões de gás. Foto de Otacílio Neto.

Na Praia do Peró, em Cabo Frio, uma das mais prejudicadas com as gigogas, garis da Comsercaf-Peró estão mantendo limpo o trecho certificado com o selo Bandeira Azul, mas ainda não conseguiram retirar a vegetação acumulada nas laterais, principalmente na área do Parque da Costa do Sol.

Turistas que estão na área da Bandeira Azul reclamaram do excesso de ambulantes, que vendem pizzas e churrasquinhos, usando botijões de gás próximo à torre do G-Mar e ao lado da rampa de acesso dos deficientes físicos. Os órgãos municipais de Cabo Frio e o Ministério Público foram alertados, por duas vezes, para os problemas que poderiam ocorrer no verão, mas não foram tomadas providências.