Praia das Conchas
Praia das Conchas / O entulho dos quiosques demolidos estão apresentando riscos aos frequentadores. / Foto de Ernesto Galiotto

Quase um mês após a operação “Sem Apelos”, que resultou na demolição de três quiosques na Praia das Conchas, em Cabo Frio, o Instituto Estadual do Ambiente (INEA) ainda não retirou o entulho nas áreas das demolições. A pedido da comunidade, uma equipe da Comsercaf coletou apenas os vidros que estavam espalhados pela areia, pondo em risco as pessoas que estão fazendo caminhadas. A Praia das Conchas está no interior do Parque Estadual da Costa do Sol (PECS).

No dia das demolições (15/5), o chefe do PECS, Marcelo Morel, informou que também foram destruídas três fossas que serviam aos quiosques, que estavam fechados há mais de sete anos por questões judiciais. Morel informou também que “a gestão das APAS e do PECS têm se empenhado em restabelecer o direito de uso público das praias e servidões, bem como a restituição das dunas e faixas de areia”.

Em nota oficial, o INEA informou, no dia 23, que o entulho seria retirado nos próximos dias, “cabendo ressaltar que, em função da pandemia, o órgão ambiental estadual está trabalhando com equipe reduzida”. Nos dias seguintes às demolições, a Comsercaf informou que desconhecia a operação e que o município não foi solicitado para retirar o entulho da área.

Ambientalistas que visitaram o local cobraram do INEA a recomposição ambiental da orla da Praia das Conchas, com a retirada do entulho, abertura de acesso e plantio de espécies típicas do local.

— Se não houver uma cobrança, o entulho vai ficar ali por meses, pondo em risco os banhistas quando as praias forem abertas. No local existiam fossas e entre o destroços há vidros e pregos. É preciso retirar a arborizar o local com as espécies que existem ali ao lado, no costão das Conchas – apelou o ambientalista Ernesto Galiotto.