Empresa de cosméticos firmou parceria com universidade para identificar a fauna local

Para proteger é preciso antes conhecer. E foi pensando nisso que a Avatim, marca brasileira de cosméticos com sede em Ilhéus, Sul da Bahia, firmou convênio com a Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC) para desenvolver o Projeto Diversidade e Riqueza dos Vertebrados Terrestres da Fazenda Avatim. O acordo visa a realização de um levantamento da fauna de vertebrados na área de Mata Atlântica que cerca sua fábrica.  Já na primeira visita ao local, o grupo de cientistas da universidade encontrou 18 espécies de anfíbios, dentre elas exemplares raros de Leptodactylus viridis, uma rã ainda sem nome popular.

“Os exemplares localizados na área da Avatim representam a maior população já encontrada desta espécie. Ela é tão rara que nas periódicas revisões da lista vermelha de espécies ameaçadas do Brasil sempre é colocada na categoria de ‘dados deficientes’, o que significa que as informações científicas que possuímos são tão esparsas que não permitem uma correta avaliação. Acreditamos que os dados que poderemos coletar durante a execução do projeto na Avatim nos permitirão finalmente recomendar uma categoria de ameaça para esta espécie”, celebra o professor doutor Mirco Solé, coordenador da equipe de pesquisadores.

A Avatim já realiza uma série de iniciativas para diminuir seu impacto no meio ambiente, a exemplo da neutralização de carbono, aproveitamento de água das chuvas, redução de plásticos nas embalagens e projetos de educação ambiental na comunidade do entorno. O levantamento de espécies contribuirá com mais ações de preservação do bioma local. “Temos assistido com frequência a devastação dos nossos ecossistemas, a exemplo do que estamos vendo agora no Pantanal e do que segue tristemente acontecendo na Amazônia. A natureza é a nossa essência e temos o dever de preservá-la. Essa parceria com a universidade nos proporcionará conhecer melhor o ambiente que nos cerca para que possamos entender e planejar um grande projeto de conservação. O achado de uma espécie rara nos anima a valorizar ainda mais essa rica área de Mata Atlântica que nos rodeia”, revela Mônica Burgos, sócia-fundadora da empresa.