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Dia 1 de novembro é o dia mundial do veganismo, estabelecido por Louise Wallis, presidente da Vegan Society em 1944, quando a data foi oficializada. 

O movimento que não consome produtos de origem animal (roupas, alimentos, bebidas etc…), por vezes pode se deparar com armadilhas na indústria.

O vinho, por exemplo, é feito de diversos tipos de uvas, mas o que poucos sabem é que essa deliciosa bebida também pode ter produtos de origem animal.

Durante a produção, são realizados vários processos até chegar naquela garrafa de vinho tinto suave, meio seco ou seco que vai para sua casa, dentre eles, a inclusão de substâncias que não devem ser ingeridas por veganos.

Se esse é o seu caso, acompanhe este artigo. Temos informações importantes para você.

Materiais de produção

Nas etapas de preparação até o produto final da maioria dos vinhos, são acrescentadas substâncias animais como caseína, albumina, clara de ovo, gelatina animal e isinglass. 

Esse processo começa com a clarificação, onde é retirado todo o resíduo sólido que foi formado, deixando com uma aparência mais limpa. 

Para ocorrer essa extração, ingredientes de origem animal como a proteína do leite, proteína do ovo, gelatina, cola de peixe e clara do ovo, são as responsáveis por levar todo o resíduo para o fundo do tanque. 

Etapas do processo

Após a clarificação é feita a filtragem para que na hora de engarrafar a bebida, os resíduos que ficaram no fundo do tanque não entrem na garrafa. Nesse processo de filtragem pode ser utilizado gelatina animal. 

Para os vinhos jovens ou de colheita precoce pode ser utilizado albumina e sangue animal para diminuir o amargor na bebida, mais conhecido como amaciamento dos taninos. 

Exceção à regra

Nem todos os vinhos passam por esse processo, então para os veganos existem outras opções. Até mesmo para os vinhos em que é necessário o processo de clarificação, filtragem e amaciamento, tem a alternativa de utilizar produtos minerais. 

Em alguns países é proibido o uso de substâncias animais no processo de criação do vinho, forçando produtores a aderirem a outros métodos. 

Atenção a escolha

O cuidado na hora de escolher um vinho é essencial, pois não existe a obrigatoriedade de informar na embalagem se o produto é vegano ou não. No ato da compra, porém, o consumidor pode reconhecer a diferenciação de maneira simples. 

Para começar, verifique se na embalagem possui as informações “métodos de autoclarificação natural”, “não filtrado” ou “unfiltered”.

Também é importante pesquisar sobre a vinícola que produz o produto. Outra forma, é observar se existe o selo ‘Kosher’ na embalagem, pois com ele, é provável que a bebida seja válida para o consumo vegano.

Variações de vinhos orgânicos

Existem variações de vinhos veganos. Uma delas é o orgânico, que o cultivo da uva é realizado sem a presença de agrotóxicos. Temos também o vinho natural, que assim como o orgânico tem o cultivo livre de agrotóxicos e não possui leveduras selecionadas e nem é realizado sem o processo de filtragem.

Já o vinho biodinâmico é um pouco mais trabalhoso, prezando desde o solo, o vinhedo, o clima, até as pessoas envolvidas no processo de confecção, além da ausência de agrotóxicos.

Heloisa Rocha Aguieiras 55 anos – formada em Jornalismo pela UFJF – Universidade Federal de Juiz de Fora – MG Pauteira da Ag Experta Media Fui repórter dos impressos: Jornal Comércio da Franca (Franca-SP) Jornal do Sudoeste (São Sebastião do Paraíso -MG) Fui assessora de Comunicação na Ag A Expressão 5 (SP) Atuo como revisora Faço locução Portfólio: https://heloaguieiras.com/