México, Brasil e Colômbia ajustaram suas políticas públicas para oferecer incentivos fiscais aos proprietários de veículos e híbridos elétricos. Estas medidas aumentaram os números de vendas e a manutenção destes carros.

O objetivo é estimular o mercado potencial dessas tecnologias para diminuir o impacto ambiental causado pelos veículos convencionais de combustível fóssil.

Até agora os governos destes três países incentivam através da redução de impostos e carros novos para acelerar a transição energética com veículos e híbridos elétricos para uma mobilidade sustentável.

México e Brasil lideram na região

Em 2019, foi possível matricular 47.800 veículos elétricos e híbridos em toda a região. Pouco mais de 50% dos carros elétricos foram matriculados no México. No ano passado foram vendidos 23 mil 884 unidades híbridas, mil 339 unidades híbridas plugin e 305 carros elétricos. O México ocupa o primeiro lugar na demanda e adoção destes veículos amigáveis com o meio ambiente na região.

Para 2019, a nação asteca colocou em circulação um total de 25.528 veículos e híbridos elétricos.

No Brasil foram comercializados entre os meses de janeiro e novembro de 2019 um total de 9.438 automóveis, segundo a Associação Brasileira de Veículos Elétricos (ABVE), capazes de funcionar com energia elétrica posicionando-se no segundo lugar em vendas deste tipo de carros.

O Brasil tem grandes planos de desenvolvimento e distribuição de automóveis elétricos, mas segundo o diretor executivo da Associação Brasileira de Veículos Elétricos (ABVE), Ricardo Guggisberg, o alto preço destes carros descartam a possibilidade de um crescimento a curto prazo, devido ao facto de o mercado de usuários é limitado pelo poder de compra.

Entre os dois países, México e Brasil, representam 78% do mercado. Até 2019, o setor evidenciou um progresso tanto do ponto de vista público como privado, no entanto, é necessário investir maiores esforços para melhorar o quadro normativo, aumentar os incentivos fiscais e canalizar recursos em infraestruturas para o fornecimento de eletricidade.

As melhorias em todos estes elementos promoverão a massificação da mobilidade eléctrica. Ao colocar ao alcance de todos os carros de zero e mínimas emissões de gases nocivos à atmosfera estaremos reduzindo o impacto ambiental em enormes proporções.

Colômbia comercializou 7% dos veículos ecológicos

A Associação Nacional de Mobilidade Sustentável (ANDEMOS), informou que em 2019 ocorreu a venda de 923 novas unidades de veículos elétricos. Ao totalizar a comercialização de carros elétricos e híbridos, o país sul-americano vendeu 5.446 unidades no ano passado, o que corresponde a 7% do total de carros ecológicos entregues em toda a região.

Na Colômbia estão começando a ser implementadas medidas fiscais e pautais para prover benefícios fiscais, com a intenção de promover a compra de veículos elétricos e híbridos. Uma das iniciativas do governo colombiano para impulsionar estas tecnologias é exonerar o IVA aos veículos elétricos, e uma tarifa transitória de 5% aos carros híbridos.

A Colômbia se encaminha junto com o setor privado para adequar obras de infraestrutura para o fornecimento e recarga de eletricidade às unidades de mobilidade elétrica. O projeto da organização Terpel tem como finalidade a construção de uma rede de seis estações entre Bogotá e Medellín.

Outra das decisões do governo colombiano é realizar mais de 480 licitações públicas de ônibus elétricos que serão entregues entre 2020 e 2021.

Por que usar híbridos elétricos?

• São menos prejudiciais que os carros convencionais, não emanam tantos gases que provocam o efeito estufa da atmosfera terrestre.
• Os híbridos elétricos consomem pouco combustível fóssil, são eficientes no máximo aproveitamento de combustíveis.
• Reduzem as emissões de CO2 entre 40% e 60% em comparação com os carros convencionais. Há um maior rendimento nos tanques de combustível que nos carros de combustão.