A Região Oceânica de Niterói vai ganhar uma rede de 60 quilômetros de ciclovias e um reforço na segurança com a chegada do projeto Niterói Presente. O anúncio foi feito pelo prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, acrescentando que a pandemia do novo coronavírus atrasou a execução dos dois projetos. A região, formada pelos bairros Piratininga, Camboinhas, Itaipu, Engenho do Mato e Santo Antonio, entre outros, também ganhará reforço da Guarda Municipal, que está prestes a chegar ao efetivo limite de mil homens após o Plano Estratégico que será lançado em setembro.

Rodrigo Neves fez o anúncio durante uma live, na noite desta quarta-feira, com o presidente da Câmara Municipal, Paulo Bagueira, e com o ex-secretário de Planejamento, o engenheiro e ambientalista Axel Grael, que lançou e coordenou em 2013 o projeto Niterói de Bicicleta. O programa é responsável pelos 40 quilômetros de ciclovias e pelo bicicletário da Praça Araribóia, junto a estação das barcas.

— Além da Região Oceânica, a Alameda São Boaventura, no Fonseca, terá um projeto semelhante ao que a prefeitura executou na Avenida Marquês do Paraná, que ganhou uma moderna ciclovia interligando a Zona Sul ao Centro – anunciou o prefeito.

FOTO: Rodrigo Neves também anunciou a chegada do Niterói Presente à Região Oceânica. Divulgação. 

Axel Grael lembrou as críticas que a prefeitura recebeu em 2013 por ter iniciado o projeto das ciclovias. Muitas pessoas reclamaram dos prejuízos que elas poderiam trazer aos carros.

— O futuro é multimodal. Está comprovada a vocação da cidade para a bicicleta na mobilidade urbana. De 2015 a 2019, foi quadruplicado o número de bicicletas em Niterói, que tem a maior proporção nacional de mulheres pedalando. Os números serão ampliados em 50% com a nova interligação da Zona Sul com o Centro – previu Grael.

Paulo Bagueira disse que foi procurado por moradores do Barreto. Eles pediram uma ciclovia ligando o bairro à Rua São Lourenço, de onde poderão chegar ao Centro e à Zona Sul. Grael também destacou a necessidade de projetos voltados para aperfeiçoar o transporte público:

— A mobilidade é um desafio no mundo todo e Niterói tem feito um grande esforço de valorização do transporte coletivo com a construção da Transoceânica, o túnel Charitas-Cafubá e a revitalização da Marquês de Paraná. Não são ações contra o automóvel, mas se trata da melhoria da qualidade de vida para quem quer usar o ônibus – explicou.