Novo teste de Coronavírus que pode detectar a doença em apenas 20 minutos é aprovado pela Agência americana de saúde (FDA)

Rio de Janeiro 14/5/2020 – A tecnologia já foi cogitada para o prêmio Nobel

O teste é apontado como solução na identificação de assintomáticos, pois, identifica o vírus ainda no estágio inicial da contaminação do paciente.

Do Canadá pode vir uma solução que pode alavancar expressivamente o número de testes de Coronavírus realizados no Brasil e ajudar a solucionar a rápida disseminação do vírus e contribuir para amenizar os problemas econômicos iminentes no país. A equipe da Universidade de Laval, comandada pelo cientista Dr. Jacques Tremblay, já trabalha há alguns anos no aperfeiçoamento de uma tecnologia chamada CRISPR SHERLOCK e que agora está chamado a atenção de instituições científicas de todo o mundo pelos múltiplos benefícios que estão sendo demonstrados na sua aplicação em testes da Covid-19. Tremblay segue os fundamentos da metodologia descoberta pelas cientistas Jennifer Doudna (Universidade americana de Stanford) e Emmanuelle Charpentier (Instituição alemã Max Planck) e que foi aprimorada para ser usada em diagnósticos pelo bioquímico PhD Feng Zhang (Departamento de Biologia do Massachusetts Institute Technology, MIT).

A tecnologia que foi recentemente aprovada pela Agência de Saúde dos Estados Unidos (FDA) se mostrou altamente eficiente em detectar precocemente o vírus no organismo e obter em 20 minutos o resultado do exame. Além do curto tempo para o resultado, a tecnologia identifica o vírus horas após a pessoa ter sido contaminada, possibilitando a identificação dos pacientes contaminados de forma muito rápida, até mesmo os assintomáticos que são responsáveis por grande parte da disseminação atual. Essa rapidez acontece devido a grande sensibilidade da tecnologia e chega a alcançar pelo menos 95% de eficiência nos resultados, evitando múltiplas testagens de confirmação para o mesmo paciente como é o modelo atual. 

A CRISPR já vinha sendo aplicada com êxito em pesquisas para tratamento de pacientes com doenças hereditárias monogenéticas, doenças infecciosas e em alguns tipos de câncer a título experimental, quando iniciou a epidemia de Coronavírus e logo a equipe Canadense iniciou a investigação da sua aplicação para a nova doença. A tecnologia é muito favorável por ser bastante adaptável como os vírus e isso seria muito útil para acompanhar possíveis processos de mutação da Covid-19 e inclusive também pode ser adaptada para o tratamento dos infectados. A tecnologia já foi cogitada para o prêmio Nobel e outra grande vantagem é que tem um baixo custo para aplicação, pois, usa um material simples para o processo e dispensa também grande quantidade de recursos como energia elétrica. A análise pode ser realizada por amostras de sangue  ou secreção nasal.

O Brasil teria uma grande facilidade de entrada do procedimento, pois, o laboratório  de pesquisa de Laval possui uma parceria com a Santa Casa do Rio de Janeiro. O médico brasileiro,  Dr. Marcello Bossois, é um dos coordenadores da parceria no país e destaca que poder separar os pacientes infectados logo no início da contaminação,  além de salvar muitas vidas por possibilitar um tratamento precoce a tecnologia salvaria também a economia mundial, já que os pacientes não infectados poderiam retornar ao trabalho com segurança ao ser criada uma rotina com ciclo de poucos dias de realização dos exames nos trabalhadores. Marcello possui em seu canal no YouTube uma lista de reprodução de vídeos que fala com profundidade sobre o assunto

Dependendo de acordos logísticos e comerciais as instituições envolvidas na pesquisa já pensam em um plano de contingência para a possibilidade de atender o mercado brasileiro e canadense através do trabalho desenvolvido pela equipe chefiada pelo Dr. Jacques Tremblay. O exame é visto, por exemplo,  como uma solução para a testagem de pacientes em transportes aéreos nos aeroportos, contribuindo para um controle global da epidemia.

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