No início desse ano aconteceu o Fórum econômico mundial em Davos, na Suíça. O atual ministro da Economia, Paulo Guedes esteve presente, e em um dos momentos se pronunciou diante de líderes mundiais sobre os avanços da sustentabilidade no Brasil.

A polêmica girou em torno de suas falas sobre os desafios que nosso país enfrenta para alcançar a sustentabilidade. Em um dos comentários, que dividiu opiniões, Guedes disse “O Povo quer ter as indústrias e os empregos. E ao mesmo tempo há uma pressão enorme para manter ‘verde’ (…).”

Para quem não sabe a Europa criou uma espécie de planejamento estratégico para a Economia Circular, sendo um dos objetivos, todas as embalagens de plástico, inseridas no mercado europeu, serem recicláveis até 2030.

Sendo o Brasil um país subdesenvolvido, a mentalidade atual das indústrias traz a impulsividade em acreditar que para crescermos economicamente precisaremos extrair muita matéria prima e gerar muito resíduo, assim como fizeram países europeus e os Estados Unidos da América décadas atrás.

Foi dessa maneira que muitos países se desenvolveram e não se preocuparam, acredita-se até que não sabiam, que os recursos eram limitados e que o meio ambiente seria prejudicado.

Mas não precisamos chegar ao ponto como estes países, que destruíram seu meio ecológico, para pensar em uma mudança de crescimento. Não precisamos desmatar, nos perdermos em tantos desperdícios em busca de um crescimento econômico.

Podemos nos reinventar, desenvolver novas habilidades que nos impulsione para um modelo de crescimento econômico sustentável, como é a proposta da Economia Circular! São inúmeras as oportunidades que temos em desenvolver novos modelos de negócios circulares e nos reinventarmos para o crescimento econômico do país.

O desafio maior

São diversos os fatores que limitam a mudança para a Economia Circular. Há quem defenda que o apoio do governo seria o primordial.

No meu caso, defendo que antes precisamos dar um passo atrás: Sairmos da zona de conforto! Estou a seis anos estudando essas objeções do ser humano em relação a sustentabilidade e suas vertentes. O problema não está no tema sustentabilidade, está no cérebro humano que insiste em acreditar que esses assuntos não lhe dizem respeito e então não se estimula em aprender.

A Economia Circular, por exemplo, afetará toda a população, mudará todo modelo de consumo e descarte e já está inserida em vários negócios pelo país e o mundo. Precisamos falar sobre ela, de criança a adulto, de funcionário a empresário.

Em dados divulgados no segundo semestre de 2019 pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), 76,4% das empresas brasileiras pesquisadas adotam alguma iniciativa que se enquadra no conceito de Economia Circular, porém 70% delas não sabem o que é a Economia Circular http://www.portaldaindustria.com.br/publicacoes/2019/9/pesquisa-sobre-economia-circular-na-industria-brasileira/.

O que podemos fazer?

Uma maneira de iniciar essa mudança é prover a informação para a população, trocar conhecimento com especialistas e juntos, inovar em soluções, mudar e até criar modelos de negócios em prol da sustentabilidade.

Um grupo que está fazendo sua parte é o “Agenda Urbana Brasil – AUB” (https://chat.whatsapp.com/CpN4wWzWuCZGbXV8TrtVIs), que reúne profissionais de diversas áreas interessados e engajados em fazer a diferença no país e no mundo. O grupo discute soluções, colaboram com projetos e cada vez mais se inserem nas iniciativas públicas e privadas interessadas no crescimento econômico sustentável.

Como defendo a ideia que para o sucesso na adoção da Economia Circular é preciso pessoas engajadas em fazer com quem ela aconteça. Aproveito a oportunidade de estar inserida no grupo para apoiar e colaborar projetos com ênfase na promoção da Economia Circular, além de me munir de informações que levo para meus cursos e treinamentos.

Acredito que os resultados da Economia Circular só serão alcançados se houver a mudança de mentalidade e sabendo disso, abracei a causa de prover esse conhecimento por onde quer que eu passe. Vamos juntos?!