poluição na saúde das crianças
poluição na saúde das crianças

No mês do Dia das Crianças, a cidade de Niterói promove uma ação para ressaltar a importância de oferecer à elas um ar limpo para respirar. Para chamar a atenção sobre a urgência de reduzir os níveis de poluição, como forma de minimizar os seus impactos nefastos na saúde e desenvolvimento das crianças, a prefeitura de Niterói, em parceria com o programa Criança e Natureza, do Instituto Alana, e a Fundação Bernard van Leer, realiza uma intervenção uma urbana no dia 16 de outubro, das 7h às 19h, no calçadão de Icaraí. A ação faz parte da campanha global Livre para Brincar Lá Fora.

Muitos são os efeitos da poluição do ar à vida humana, sobretudo nas crianças. De acordo com dados da Organização Mundial de Saúde, a cada ano, a poluição do ar mata meio milhão de crianças de até cinco anos no mundo. Há evidências científicas de que a exposição de gestantes e bebês à poluição eleva o percentual de morte fetal e agrava o risco de mortalidade infantil. Além disso, centenas de milhares de crianças sofrem de doenças respiratórias crônicas, doenças pulmonares, entre outros problemas de saúde.

“As crianças, em especial bebês, por ter seus pulmões ainda pequenos, respiram mais vezes por minuto do que um adulto, inalando mais poluentes, que podem acarretar em problemas como asma e complicações pulmonares, além de danos ao desenvolvimento físico e cognitivo ao longo de toda a vida. Essa ação tem o intuito de abordar, de forma tangível e visível, os impactos da poluição do ar a partir de um objeto de fácil reconhecimento, além de fomentar o debate e engajar mais pessoas a se mobilizarem por soluções”, salienta JP Amaral, coordenador do programa Criança e Natureza, do Instituto Alana.

Os impactos das mudanças climáticas nas capitais brasileiras também são alarmantes. Um estudo realizado pelo Carbon Disclosure Program (CDP) mostrou que 83 municípios relataram 307 perigos climáticos, como inundações, tempestades, secas e doenças causadas por insetos ou outros vetores. No que diz respeito à saúde, a implicação mais relatada está nas doenças transmissíveis, como malária e dengue, mas outros tipos de problemas, como doenças relacionadas ao calor, também foram identificados.

A secretária do Escritório de Gestão de Projetos (EGP), Valéria Braga, conta que Niterói foi convidada pela Rede Urban95, da Fundação Bernard Van Leer, junto a mais duas cidades no Brasil para participar da campanha Livre para Brincar lá Fora.

“A indicação de Niterói tem a ver com a preocupação demonstrada pela cidade para com a qualidade do ar, principalmente com relação às crianças. Um bebê respira quatro vezes mais que um adulto, e fica sujeito a maiores cargas de poluentes em relação ao seu peso. É muito importante garantirmos ar puro para quem ainda está em formação. A Prefeitura de Niterói está comprometida com o assunto e está desenvolvendo projetos de monitoramento da qualidade do ar em locais de trânsito e permanência de crianças da primeira infância”, detalha.

O secretário municipal do Clima, Luciano Paez, frisa a importância de criar conexões entre a juventude e as discussões climáticas. “Cuidar das crianças é fundamental para termos uma sociedade mais sadia e respeitosa com a vida. Focar na questão climática é mais do que pensar na qualidade do ar que respiramos, mas também planejar um futuro melhor para todos”, comenta.

Realizada no Brasil em parceria entre o Instituto Alana e a Parents for Future, a ação #LivreParaBrincarLáFora (FreeToPlayOutside) visa engajar pais, mães e responsáveis sobre os impactos da poluição do ar na saúde das crianças e do planeta. É uma campanha global de conscientização para tornar a poluição do ar mais visível para todos, inspirada no grupo climático criado por Greta Thunberg, Fridays for Future.