Só 31,97% das empresas brasileiras permitem home office – como as outras se adaptarão?

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home office / foto: pexels

Em tempos de quarentena forçada pela propagação do coronavírus, pôde-se notar um aumento exponencial na adoção do trabalho remoto para evitar que a pandemia se alastre cada vez mais. Com isso, muitas empresas – a maioria das quais nunca adotou o home office antes – viram-se obrigadas a recorrer a este recurso. Porém, se a quantidade de companhias experientes com esse modelo de trabalho já é pequena no Brasil, menor ainda é a quantidade de empresas que o implementam corretamente.

Empresa especializada em soluções de trabalho digital, a Citrix (NASDAQ:CTXS) realizou no Brasil a pesquisa intitulada O trabalhador digital em 2019 e constatou que somente 31,97% das empresas permitem o trabalho remoto no País. Em contrapartida, 51,64% dos entrevistados declararam que a produtividade não seria afetada ao trabalhar remotamente, e 34,43% deles ainda declararam que a produtividade aumentaria caso lhes fosse permitido o home office.

Os números (foram ouvidos 122 profissionais de todo o Brasil) levantam uma série de perguntas: agora que estão sendo obrigadas a adotar o trabalho remoto, as empresas estão aderindo a essa medida corretamente? Estavam preparadas para tal? Proveram as ferramentas adequadas para os colaboradores?

Um grande salto recente na procura por ferramentas que possibilitem essa modalidade de trabalho foi observado pela Citrix, porém muitas vezes de forma apressada e sem planejamento. Levou-se também em consideração o aspecto humano: os gestores estão preparados para coordenar seus subordinados à distância? Como os colaboradores desacostumados ao trabalho remoto irão proceder sem as devidas instruções? As empresas estão fornecendo as ferramentas corretas levando em conta as necessidades dos novos ambientes de trabalho (qualidade do sinal de internet na residência do colaborador, notebooks sem seguro, dispositivos móveis sem firewalls e aplicações utilizadas no escritório etc.)? Somada a isso, há também a cultura do trabalho no País: como já evidenciado na pesquisa, poucos brasileiros têm o hábito de trabalhar remotamente e estão com dificuldades para se acostumar com isso.

“As empresas que já tinham as ferramentas adequadas sem dúvida saem na frente”, observa Luis Banhara, diretor-geral da Citrix Brasil. “E por ferramentas adequadas eu não me refiro ao puro e simples VPN e ao tão conhecido e-mail corporativo. As companhias devem prover soluções que permitam aos colaboradores um acesso seguro e intuitivo a todas as aplicações de que eles necessitam para fazer seu trabalho de forma tão boa – e às vezes até melhor – quanto fariam se estivessem nos escritórios”.