8/4/2014 –

Gestão da cadeia de fornecedores já é um dos temas presentes na agenda das organizações, mas que ainda gera questionamento em relação à importância e principalmente ao limite dessa gestão, ou seja, até onde a empresa deve olhar e gerir sua cadeia de fornecedores. O atendimento mínimo a questões legais pode soar como algo óbvio, a ponto de não precisar de atenção, mas será que essa clareza está presente em todos os elos da cadeia produtiva?
Antes (e ainda!) os requisitos preço, prazo e qualidade eram as três principais questões analisadas no processo de contratação de um fornecedor, porém, o crescente número de denúncias envolvendo trabalhadores em condições degradantes ou até mesmo mão de obra infantil como também descartes inadequados de resíduos perigosos demonstra a urgência de se olhar para a questão, com um olhar atento de gestão de riscos para seu próprio negócio.

Para impulsionar ainda mais esse movimento, a GRI (Global Reporting Iniciative) contemplou na versão G4 o tema gestão da cadeia de fornecedores, tanto nos itens do Conteúdo Geral como nos aspectos e indicadores ambientais, trabalhistas, de direitos humanos e sociedade. Como a GRI é também utilizada como uma diretriz para gestão da empresa, esta é uma excelente oportunidade para que as organizações conheçam e mapeiem suas cadeia de fornecedores, a fim de identificar a criticidade de cada categoria de fornecedores, e minimizar riscos, tanto socioambientais, mas principalmente operacionais, financeiros e de imagem.
De modo geral, as organizações precisam cada vez mais identificar os aspectos relevantes do ponto de vista da sustentabilidade, e analisar amplamente onde os impactos ocorrem, ou seja, impactos significativos não ocorrem somente internamente, eles podem ocorrer tanto dentro como fora da organização de diferentes maneiras: direta ou indiretamente, positivo ou negativamente e podem estar associados a atividades, produtos ou serviços. O aspecto de gestão de cadeia de fornecedores é um tema relevante em diversos setores, basta abrir os noticiários que já podemos identificar alguns deles: roupas e calçados, indústria alimentícia, agronegócio e a construção civil.

A identificação dos riscos e impacto também ajuda no processo de priorização das categorias de fornecedores críticos, visto que, diversos setores possuem uma cadeia produtiva extensa e com uma gama muito ampla de produtos, o que se torna desafiador e até mesmo impraticável monitorá-la 100%. A identificação da criticidade de cada categoria de fornecedores ajuda a empresa a focar nos riscos significativos e urgentes, e assim priorizar as medidas necessárias para gerir o risco e mitigar os impactos.

A avaliação destes impactos significativos antecipa (e protege) a empresa de riscos futuros sejam eles de imagem, quebra de contrato, recebimento de matéria prima, entre outros. Olhar para a cadeia produtiva é olhar além dos portões da fábrica de uma forma corresponsável, holística e preventiva. Engajar os fornecedores para mudança gera também uma relação de ganha-ganha, credibilidade e fidelização.

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