A thyssenkrupp está realizando a transformação ambientalmente sustentável de sua usina siderúrgica em Duisburg, na Alemanha. A empresa apresentou o conceito para a construção da primeira planta de redução direta com uma unidade de fusão integrada (alto forno 2.0) na localidade.

Nele, o material sólido produzido na planta de redução direta é liquefeito em uma unidade de fusão integrada. Este alto-forno 2.0 produz “metal quente elétrico”, que é processado na planta metalúrgica existente de forma energeticamente eficiente. A planta integrada de redução direta deverá operar com hidrogênio verde e energia limpa (livre de carbono) no futuro e é um passo importante para a realização das metas climáticas da empresa e as definidas pelo Acordo de Paris. A thyssenkrupp estabeleceu a meta de reduzir suas emissões de CO2 em 30%, até 2030. A previsão é de que a parte principal da planta seja concluída até 2025 e produza 400.000 toneladas de aço verde. Para 2030, a empresa tem como meta três milhões de toneladas de aço climaticamente neutro.

Grande potencial da indústria siderúrgica para a proteção efetiva do clima

A unidade de produção de aço de Duisburg é atualmente responsável por cerca de 2% das emissões de CO2 da Alemanha. O potencial de redução de CO2 é similar a esta porcentagem se as emissões puderem ser reduzidas a zero em longo prazo. Para isso, a thyssenkrupp está focando principalmente no hidrogênio verde com a realização de testes, utilizando o elemento na operação do alto-forno convencional, a fim de reduzir a pegada de carbono da produção de aço a curto prazo e produzir as primeiras quantidades de aço neutro em CO2. O próximo marco será a construção de uma nova planta integrada de redução direta, que permite reduzir significativamente as emissões.

Segundo a CEO do Grupo thyssenkrupp, Martina Merz: “Nossos especialistas em aço apresentaram um conceito de clima integrado sofisticado tecnologicamente para a maior unidade de produção de aço da Europa. Com base neste conceito, apresentaremos os detalhes para a transformação sustentável de nossa produção até o início de 2021, como parte de um estudo de implementação. O conceito sinalizará uma forte mudança para além de Duisburg”, afirma ela.

Reforço da competitividade e forte sinalização para Duisburg e região

Outra vantagem do conceito é o fortalecimento da localização de Duisburg. A região oferece todas as condições para implementar a transformação ao longo da cadeia de valor do aço de forma eficiente e sustentável.

Outra vantagem apresentada pelo conceito é o aumento comparativamente rápido da produção de aço climaticamente neutro. A primeira planta de redução direta com unidade de fusão terá uma capacidade de produção anual de 1,2 milhão de toneladas. Apenas se não houver disponibilidade de hidrogênio verde em quantidade suficiente, a usina pode operar com gás natural. Isto já permitirá reduzir consideravelmente as emissões de CO2 e produzir quantidades significativas de aço verde – sem comprometer a qualidade dos produtos. “Podemos operar nosso alto-forno 2.0 planejado, que está integrado à planta metalúrgica, de forma mais econômica do que em uma planta totalmente nova. Esta é uma das muitas vantagens da localização de Duisburg”, explica Bernhard Osburg, presidente do conselho executivo da thyssenkrupp Steel. “Queremos fornecer aos nossos clientes aço livre de CO2 por meio desta rota de produção verde – nos níveis usuais de qualidade e em todo o portfólio de produtos. A thyssenkrupp Steel pode se tornar o centro da transição industrial verde na área do Reno-Ruhr, porque somos o ponto de partida para inúmeras cadeias de valor. Queremos utilizar este ecossistema e estamos prontos”, conclui Osburg.