Entenda tudo sobre previdência privada, descubra qual o melhor momento para realizar esse tipo de investimento e quais são as diferentes opções do mercado!

Já faz alguns anos que a poupança deixou de ser o investimento mais rentável a longo prazo para o brasileiro. Com a taxa Selic em baixa e o pouco rendimento da aplicação, a melhor saída para não deixar seu dinheiro parado e sem render é apostar na previdência privada.

Apesar de não ser uma obrigatoriedade, muitas pessoas passaram a fazer uso dessa aplicação como um fundo de aposentadoria e uma forma de fazer o dinheiro render mais.

Diferentemente da aposentadoria pública, que é ligada ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), os planos de previdência privada são independentes dos anos de trabalho cumpridos e não têm nenhuma relação com órgãos do governo.

Atualmente, é possível contratar um plano através de uma seguradora, banco ou outra instituição financeira à sua escolha.

Além disso, a previdência privada se tornou uma opção de investimento mais atrativa para quem tem interesse em garantir um futuro mais confortável e se tornar independente do INSS. Principalmente após a reforma da previdência que ocorreu recentemente, que levou à diversas modificações desfavoráveis para os trabalhadores.

Renda complementar

A maneira mais recomendada de fazer uso da previdência privada para garantir um futuro financeiramente mais tranquilo é somar esses rendimentos à aposentadoria pelo INSS, situação na qual, a previdência privada agiria como um complemento financeiro para o recebimento do INSS.

Como sabemos, de acordo com a legislação brasileira, todos aqueles que trabalham de carteira assinada fazem contribuição para o INSS durante os anos prestados. Após o pedido da aposentadoria, todos devem um valor equiparável com o que foi contribuído mensalmente.

Entretanto, após a reforma aprovada em 2019, o número de pessoas interessadas em realizar um plano de previdência privada aumentou.

Segundo estimativas do ano passado divulgadas pela consultoria Mercer, um aumento de 25% no número de brasileiros com plano de previdência privada está sendo esperado nos próximos 5 anos.

Atualmente, a aposentadoria privada já equivale a 25% do PIB Brasileiro. Apesar de ser um bom indicativo, ainda é preciso aumentar muito o número de investidores para chegar ao nível de outras economias maiores, como Reino Unido e Suíça, onde o percentual é de 100%.

Previdência aberta e fechada

No Brasil, é possível encontrar dois tipos de previdência: aberta e fechada. Apesar das diferenças entre eles, os dois possuem duas etapas: acumulação e resgate. No primeiro momento, o investidor realiza aportes e capitaliza o dinheiro. No segundo momento, ele decide como resgatar o montante e complementar sua renda.

Confira a seguir como funciona cada tipo de previdência.

Previdência aberta

A previdência privada aberta ou também chamada de individual, está disponível para qualquer cidadão que deseja obter um plano de aposentadoria.

Para contratá-la é necessário negociar com instituições financeiras que ofereçam esse serviço, tais como bancos, seguradoras e gestoras independentes de fundos de previdência.

Dessa forma, qualquer pessoa que tenha vontade de realizar um plano de previdência privada pode fazê-lo, basta contratar um e investir nele ao longo dos anos por ela mesma estabelecidos.

O objetivo é ter um futuro mais confortável, ou seja, um parâmetro que pode variar de pessoa para pessoa.

Assim, nesse tipo de previdência não existe uma frequência obrigatória de aportes, o que significa que o investidor pode colocar o quanto quiser nas datas que preferir.

De maneira geral, o investidor contrata um plano de previdência privada a partir de uma instituição financeira e inicia os aportes, em seguida, o dinheiro é destinado a um fundo onde renderá juros a longo prazo.

Previdência fechada

Já na previdência complementar fechada ou fundo de pensão, os empregados e empregadores de uma companhia realizam aportes em um fundo de investimentos fechado.

Esse fundo é restrito apenas aos funcionários dessa empresa e o dinheiro nele investido é capitalizado e rende ao longo dos anos.

Como usar a previdência

Apesar do nome ser sugestivo, não existe nenhuma regra que determine que a aplicação em previdência privada seja exclusiva para uso na aposentadoria.

Também é possível realizar esse investimento para atingir metas de curto e médio prazo, como comprar um carro, uma casa ou pagar a faculdade dos filhos.

Seja qual for o seu objetivo, o mais importante é ter em mente que quanto mais tempo você deixar o seu dinheiro rendendo, melhor.

Além de receber mais por conta da ação dos juros compostos, você tem a oportunidade de pagar menos com impostos na hora do recolhimento.

Assim, o aspecto mais importante da previdência privada é o tempo que você irá deixar seus aportes rendendo.

É interessante ter em mente que não é necessário realizar aportes muito altos, mas sim, constantes e deixar o valor rendendo o máximo possível no fundo. Dessa forma, ao fim do tempo determinado por você mesmo para resgatar sua previdência, você poderá usufruir do montante que sofreu o melhor rendimento para aquele momento. O segredo é se planejar bem e cumprir seu calendário!