Rio de Janeiro 4/5/2020 – O que de fato pode salvar mais vidas nesse momento é evitar o contágio em massa através das medidas de prevenção.

Médicos acompanham pesquisas sobre medicações existentes para o tratamento com atenção e reforçam a prevenção como a medida mais eficaz nesse momento.

Desde o início da pandemia de Coronavírus algumas medicações surgiram como possíveis salvadores, mas com o passar do tempo também vieram as ressalvas quanto a esses produtos. Um fator fundamental na comprovação da eficácia de uma medicação para o tratamento de uma doença através de pesquisas científicas é o tempo, algo escasso na corrida por uma solução para o vírus que já atinge milhões de pessoas no mundo todo e leva alguns outros milhares a óbito diariamente em diversos países. A população anseia pelo momento que uma dessas pesquisas vai alcançar resultados satisfatórios e começarmos a ver mais pacientes curados da Covid-19.

O Brasil já chegou a triste marca de superar a China em número de mortos e diversas instituições científicas no país aceleram pesquisas de alguns medicamentos. Alguns ganharam destaque nos meios de comunicação por terem sido divulgados resultados prévios, mas ainda não conclusivos. A hidroxicloroquina foi o primeiro e gerou muita curiosidade ao ser defendido por algumas autoridades políticas do Brasil e do mundo. Apesar de ter mostrado eficácia em algumas pessoas infectadas, existe a suspeita que tenha prejudicado alguns pacientes devido principalmente a restrições em casos de disfunção cardíaca. Outra medicação que foi divulgada com potencial de resultados no tratamento de infecções por Covid-19 é o Nitazoxanisa que normalmente é utilizado em tratamento de parasita e tem ação comprovada anteriormente em doença como o rotavírus, por exemplo. A equipe do Ministério da Ciência e Tecnologia, coordenado pelo astronauta Marcos Pontes, está chefiando os estudos a respeito da substância e a medicação ainda está em debate no meio científico.  Sobre o estudo desses medicamentos em fase ainda de pesquisa, o médico Dr. Marcello Bossois, destaca que substâncias com bons resultados em laboratório, não significa que será eficiente também em seres humanos e que uma medicação só pode ser considerada como tratamento após algumas fases de testes, inclusive em pacientes. 

O que de fato pode salvar mais vidas nesse momento é evitar o contágio em massa através das medidas de prevenção. É o que enfatiza Bossois, fundador do Brasil Sem Alergia, projeto que cuida de pacientes com doenças respiratórias e já atendeu mais de quatrocentos mil pacientes em todo o Brasil. Diversos pacientes procuram o projeto com dúvidas relacionadas às medicações em pesquisa e outras usadas em tratamentos recorrentes. O médico preparou então uma lista de reprodução de vídeos esclarecendo essas perguntas enviadas pelos pacientes e destaca o uso da telemedicina que extraordinariamente nesse momento de pandemia foi autorizada pelo Conselho Federal de Medicina do Brasil. 

Mais do que nunca é importante o acompanhamento médico sobre qualquer sintoma diferente no corpo e principalmente evitar a automedicação, algo que pode levar a graves consequências. Pacientes que possuem doenças respiratórias, cardiológicas ou algumas condições relacionadas a imunodepressão precisam de ainda mais cautela e acompanhamento constante do médico, pois, esses se enquadram em grupo de risco com maior chance de sofrer complicações no caso de contaminação pelo Coronavírus.

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