Cada vez mais mulheres se tornam capacitadas a ministrar cursos profissionalizantes de nicho masculino

Para ensinar tem de saber. Conhecer a fundo seu objeto de estudo, para então, transmitir o conhecimento. Esse é mais um dos papéis da mulher na questão da Educação. E, no que diz respeito à equidade de condições, tanto para homens quanto para mulheres, percebe-se uma mudança na sociedade brasileira no aspecto de ministrar cursos de áreas comuns no âmbito masculino.

A participação feminina, no quesito profissional, tem se mostrado presente, em relação ao ato de ensinar, não somente em cursos de beleza, de pedagogia, de medicina, mais comuns na área feminina. Isso tem mudado muito. Muitas estão se profissionalizando a tal ponto que, estão aptas a passar esse conhecimento adiante, para homens e para outras mulheres.

Capacitações na área do Empreendedorismo, Finanças, Tecnologia da Informação, Ferramentas Digitais, Engenharia podem ser ótimos exemplos da presença feminina em novos nichos profissionais.

Cursos ministrados por mulheres têm surgido com força e presença constante

Tecnologia da Informação

As mulheres estão ganhando cada vez mais espaço no setor de tecnologia. Uma pesquisa realizada em Janeiro de 2019, pelo LinkedIn mostra que, o número de mulheres capacitadas no setor de tecnologia aumentou 25%. Houve também aumento em outras ocupações na área. A função de User Experience Designer, por exemplo, teve alta de 67% do sexo feminino, enquanto Web Developer cresceu 43%. Já Frontend Developer, de 19% na taxa de mulheres empregadas.

InfoPreta

A empresa presta serviços tecnológicos como manutenção de computadores, suporte técnico, backup e formatação, higienização, desenvolvimento de sites e aplicativos, consultoria sobre tecnologia e inovação, entre outras atividades. A diferença é que todo o trabalho é feito por mulheres, principalmente negras, e participantes de minorias.

Women Up Games

Baseado num dado mais que interessante (de uma pesquisa Game Brasil 2018, realizada todos os anos pela agência de tecnologia interativa Sioux) que afirma que as mulheres são maioria quando se trata de videogame. Surpreendentemente positivo!. Essa pesquisa apontou que aproximadamente 60% dos jogadores no País são do público feminino.

E, foi aí que surgiu a ideia de criar o Women Up Games: organização que promove a inclusão de mulheres no mundo dos games através de palestras, eventos corporativos, campeonatos femininos e eventos de desenvolvimento de games e, são elas, claro, que ministram os cursos.

PyLadies

Grupo internacional com o objetivo de atrair mulheres para a área de TI (Tecnologia da Informação), através da linguagem de programação Python. A organização conta com 23 representantes em diversas cidades brasileiras, as quais ministram cursos gratuitos, desde o básico até conteúdo mais avançado.

Segundo a equipe de SP, todas as mulheres que participam dos cursos, posteriormente são convidadas para serem monitoras e, posteriormente, aquelas que já foram monitoras são convidadas a ministrar aulas. A procura pelos cursos é tão grande que alguns acabam se esgotam em menos de 10 minutos: o recorde foram 40 vagas em 9 minutos.

PrograMaria

Esse é um exemplo de iniciativa na qual, sua criação está ligada ao fato das mulheres terem sentido dificuldade de ingressar na área e, resolveram então, se capacitar.

Assim que surgiu o PrograMaria: realiza oficinas, eventos e cursos de formação técnica para mulheres que desejam entrar para o mundo da programação, ministradas pelo público feminino.

Dentro de todo o conteúdo dos cursos, as professoras promovem a motivação para o ingresso na área, bem como despertam para o potencial que todas têm como mulher e profissional.